- O 1% mais rico concentra 21,6% da riqueza, uma redução de 10 pontos percentuais em relação a Alemanha e aos Estados Unidos, desde 2020.
- O líder da lista de mais ricos é Elon Musk, com 839,0 bilhões de dólares, seguido de Larry Page, com 257,0 bilhões, e Serguéi Brin, com 237,0 bilhões.
- Em Espanha, já são 32 patrimônios acima de mil milhões de euros, com oito novos membros em 2025; o patrimônio agregado é de cerca de 213,0 bilhões de euros (UBS).
- Amancio Ortega transferiu mais 375,0 milhões em ativos imobiliários para a filial de Luxemburgo Pontegadea, abrangendo propriedades no mercado francês.
- A família real de Abu Dabi comprou uma mansão de 74 milhões em Londres (Holland Park), com piscina e sala de cinema.
O estudo apresenta uma visão global sobre concentração de riqueza e riqueza pessoal em 2025. O 1% das famílias acumula 21,6% da riqueza mundial, uma redução de 10 pontos percentuais frente a Alemanha e aos Estados Unidos. A notícia aponta mudanças no equilíbrio global da desigualdade desde 2020, com queda relativa da participação dos mais ricos em alguns mercados.
Elon Musk segue como a pessoa mais rica do mundo, segundo a lista da Forbes, com cerca de 839 bilhões de dólares, seguido por Larry Page (257 bilhões) e Serguéi Brin (237 bilhões). A lista destaca ainda Amancio Ortega entre as top 10, reforçando a presença de empresários espanhóis entre os mais ricos do planeta.
Diferenças regionais e riqueza espanhola
Em Espanha, o número de supermillonários continua crescendo, atingindo 32 indivíduos com patrimônios acima de um bilhão de euros. Segundo UBS, esse grupo soma 213 bilhões de euros em riqueza acumulada, com oito novas entradas em 2025. A tendência aponta para maior concentração de ativos entre os segmentos mais ricos do país.
Amancio Ortega, entretanto, expandiu seus ativos imobiliários ao traspassar 375 milhões de euros para a filial luxemburguesa Pontegadea, abrangendo propriedades no mercado francês que estavam sob a gestão da Pontegadea Inmobiliaria, filial espanhola. A operação reforça a estratégia de consolidação de ativos imobiliários internacionais do conglomerado Ortega.
Movimentações no setor e aquisições
Na França, a movimentação de patrimônios ocorre em paralelo a operações de investimentos em outros setores. Em um desenvolvimento diferente, o sócio tcheco da Eroski lançou uma OPA para controlar a Fnac Darty, avaliando a empresa em 1,1 bilhão de euros. A oferta provocou expressão de otimismo no mercado, com a ação da Fnac Darty registrando incremento próximo a 20% na sessão.
A presença de famílias de grande riqueza também se reflete no mercado imobiliário e no estilo de vida associado aos grandes patrões. Relatórios apontam que a cidade de Madrid tem atraído empresas do setor de luxo, incluindo joias, jatos e discotecas, consolidando-se como um polo europeu atraente para grandes patrimônios.
Patrimônio familiar: planejamento e legado
Estudos sobre a transmissão de riqueza indicam que a geração seguinte enfrenta riscos de não alcançar os netos, com uma taxa de transferência de legado ao redor de 10% em muitos casos. Em campo prático, os grandes patrimônios costumam adotar estratégias de longo prazo por meio de family offices, buscando diversificação, equilíbrio entre mercado local e internacional e preservação de capital.
Os ativos imobiliários aparecem com destaque nas carteiras dos grandes patrões, com preferência por imóveis nacionais na Espanha e vantagens fiscais associadas a structures como las socimis. Tais escolhas refletem uma leitura de cenário que prioriza rentabilidade estável e proteção de patrimônio em horizontes de tempo estendidos.
Estruturas de gestão de fortunas
As family offices espanholas aparecem como modelos de governança financeira, orientadas para horizonte de longo prazo e diversificação de risco. A estratégia típica envolve combinar investimentos locais com oportunidades globais, buscando preservar capital e alcançar retorno estável ao longo do tempo.
Panorama global de riqueza
Em termos globais, as fortunas de milmillonários mostraram aumento expressivo: o total de riqueza de pessoas com patrimônio superior a 1 bilhão de dólares somou cerca de 14 trilhões nos últimos dez anos, segundo UBS. Atualmente, 2.682 indivíduos integram esse grupo, destacando o peso contínuo das grandes fortunas no cenário econômico internacional.
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