- A Polícia Federal deflagrou nesta manhã a Operação Sem Refino, com o Grupo Refit, comandado por Ricardo Magro, entre os 17 alvos de busca e apreensão.
- A empresa, dona da antiga refinaria de Manguinhos, é apontada pela Receita Federal como o maior devedor contumaz do Brasil, com débitos superiores a R$ 26 bilhões.
- Na investigação, além de Magro, aparece o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e outros agentes públicos do estado, por possíveis fraudes fiscais e ocultação patrimonial.
- Magro já havia sido ligado a suspeitas de sonegação fiscal em ações anteriores, incluindo a possível utilização de 188 empresas; foi citado na Operação Carbono Oculto, que tratou de infiltração do PCC no setor de combustíveis.
- O empresário também aparece nos Panama Papers com seis offshores, já foi preso em 2016 por fraude em fundos de pensão e atuou como advogado de Eduardo Cunha.
O Grupo Refit, controlador da antiga Refinaria de Manguinhos, é alvo da Operação Sem Refino deflagrada nesta manhã pela Polícia Federal. Ricardo Magro comanda o conglomerado, apontado pela Receita Federal como o maior devedor contumaz do Brasil, com débitos superiores a 26 bilhões de reais.
A ação envolve 17 mandados de busca e apreensão, incluindo Magro e o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. As investigações miram fraudes fiscais, ocultação patrimonial e inconsistências ligadas à operação da refinaria associada ao grupo.
Magro, empresário e advogado, adquiriu o ativo em 2008. A operação atual reforça o conjunto de apurações sobre suposta sonegação e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. Outros agentes públicos do estado também aparecem nas apurações.
Contexto da operação
Em 2024, Magro já havia sido alvo de uma ação da Polícia Civil envolvendo 188 empresas suspeitas de crimes fiscais e lavagem de dinheiro. Em agosto, foi citado na Operação Carbono Oculto, que investigou a infiltração do PCC no ramo de combustíveis.
O empresário, em entrevista à imprensa, afirmou ser alvo de perseguição e afirmou sofrer ameaças associadas ao PCC. Ele negou vínculos com facções e disse sofrer difamação por desafiar esquemas do setor.
Magro também já foi preso, em 2016, por fraude em investimentos de fundos de pensão. A atuação atribuída pelo Ministério Público Federal somou menos de 100 milhões de reais aos desvios de Petros e Postalis, segundo apuração inicial.
O nome dele figura ainda nas chamadas Panama Papers, com presença de offshore em paraísos fiscais. Parte das estruturas era gerida por Mossack Fonseca, segundo documentos divulgados na época.
Investigação ligada à ANP também é citada, com alegação de sonegação e adulteração de bombas de combustíveis. O Ministério Público de São Paulo aponta propina paga por empresas do grupo a um agente regulador.
Entre as mudanças de pauta, Magro atuou como advogado do ex-deputado Eduardo Cunha, preso em 2016 por desvios em fundos de pensão. Cunha foi absolvido anos depois, em processo relacionado.
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