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Grupo Pão de Açúcar registra prejuízo bilionário no 1º trimestre

GPA registra prejuízo líquido de R$ 1,347 bilhão no 1T, com recuperação extrajudicial em curso e reestruturação de operações para retorno dos lucros

Rombo líquido do grupo foi de R$ 1,347 bilhão. Desde a primeira quinzena de março, o GPA está em processo de recuperação extrajudicial.
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  • O Grupo Pão de Açúcar registrou prejuízo líquido de R$ 1,347 bilhão no primeiro trimestre, contra R$ 93 milhões no mesmo período de 2025; os efeitos contábeis não recorrentes somaram R$ 1,014 bilhão.
  • Excluídos esses efeitos, o prejuízo ajustado fica em R$ 333 milhões.
  • A receita líquida caiu 8,2%, para R$ 4,3 bilhões, em função do encerramento de frentes pouco lucrativas, como alguns canais de e-commerce e o formato Aliados.
  • O EBITDA ajustado subiu 12% no 1T26, para R$ 458 milhões, com margem de 10,5%.
  • O GPA segue em recuperação extrajudicial iniciada na primeira quinzena de março, com plano de reestruturação de cerca de R$ 4,5 bilhões; a homologação pode reduzir o passivo para ~R$ 2,1 bilhões.

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) anunciou um prejuízo bilionário no primeiro trimestre, divulgado nesta quinta-feira. A empresa informou receita consolidada de 4,3 bilhões de reais, e um rombo líquido de 1,347 bilhão de reais. O GPA permanece em recuperação extrajudicial desde a primeira quinzena de março de 2026.

Pelo lado contábil, parte do prejuízo decorre de itens não recorrentes sem impacto no caixa, como baixas de ativos, softwares, fundo de comércio e um crédito obtido no exterior, que somaram 1,014 bilhão de reais. Descontados esses efeitos, o prejuízo ajustado fica em 333 milhões de reais.

A receita líquida caiu 8,2% na comparação anual, reflexo da decisão de encerrar frentes pouco lucrativas, incluindo alguns canais de e-commerce e o formato Aliados, criado em 2016 para varejistas menores. Por outro lado, o Ebitda ajustado subiu 12%, para 458 milhões, com margem de 10,5%.

Plano de recuperação e perspectivas

Executivos do GPA afirmam confiar na retomada de lucros com a reestruturação aprovada há cerca de dois meses, que envolve um impacto total estimado em 4,5 bilhões de reais. Em comparação, a dívida licenciada com credores no momento da aprovação do plano era de 4,0 bilhões de reais.

Com a homologação judicial, a companhia projeta reduzir esse passivo para aproximadamente 2,1 bilhões de reais. O objetivo é estabelecer bases mais sólidas, com disciplina financeira, simplificação operacional e foco no cliente, mantendo o ritmo de execução.

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