- HSBC afirma continuar comprometido com a oferta de gestão de ativos em fundos de crédito privado, após reportagem do Financial Times sobre suspensão de plano de US$ 4 bilhões.
- A matéria do FT dizia que o banco não tinha transferido nenhum fundo de crédito privado até o momento e não possuía planos atuais de fazê-lo, segundo duas fontes familiarizadas com o processo.
- O anúncio ocorre pouco mais de uma semana após o HSBC registrar prejuízo de US$ 400 milhões ligado ao colapso do credor hipotecário Market Financial Solutions.
- Reguladores globais passaram a monitorar mais de perto a exposição de bancos ao setor de crédito privado, avaliado em cerca de US$ 3,5 trilhões, com investidores retirando recursos de veículos do setor.
- O presidente Brendan Nelson informou aos acionistas que o banco concluí sua revisão de políticas e práticas de crédito após o prejuízo reportado.
O HSBC afirmou nesta sexta-feira que continua comprometido com investimentos em crédito privado. A declaração vem após uma reportagem do Financial Times que apontou a suspensão de um plano de US$ 4 bilhões para investir nos próprios fundos de crédito privado do banco.
Segundo o FT, o HSBC não teria transferido recursos para esses fundos até o momento e não faria planos imediatos de fazê-lo. A publicação ocorreu pouco mais de uma semana após o banco registrar prejuízo ligado ao colapso do credor britânico Market Financial Solutions.
O HSBC é o maior credor da Europa a enfrentar pressões no segmento de crédito privado, que envolve ativos avaliados em cerca de US$ 3,5 trilhões. Reguladores globais monitoram de perto a exposição de bancos a esse mercado.
Contexto e declarações oficiais
Um porta-voz do HSBC disse à Reuters, por e-mail, que o banco permanece dedicado à gestão de ativos em fundos de crédito privado. A resposta chega após o banco anunciar, em junho de 2025, o plano de investimento de US$ 4 bilhões nesse segmento.
A notícia acompanha relatos de que investidores têm retirado recursos de veículos de crédito privado, diante de dúvidas sobre critérios de concessão de crédito e riscos tecnológicos que afetam setores com alta exposição, como software, nos quais muitos fundos atuam.
Brendan Nelson, presidente do HSBC, informou acionistas que a instituição realizou uma revisão substancial de políticas e práticas de crédito após o prejuízo de US$ 400 milhões. O objetivo é esclarecer o posicionamento do banco diante do mercado.
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