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Ibovespa pode atingir 240 mil pontos em 2026, aponta Morgan Stanley

Morgan Stanley projeta Ibovespa em até 240 mil pontos para 2026, com alta de 34,6%, sustentada por petróleo e agricultura, apesar de riscos de aperto financeiro

Brasil e Argentina ganham com petróleo caro e com aumento dos preços na agricultura
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  • Morgan Stanley projeta Ibovespa em até 240 mil pontos para 2026, com alta estimada de 34,6%.
  • Brasil e Argentina ganham com petróleo e agricultura, aproximando-se do Texas; crise recente do petróleo reforça a ideia de resiliência.
  • A América Latina tende a se beneficiar quando o petróleo está caro, com Brasil ampliando exportações de petróleo e Argentina aumentando a produção.
  • No curto prazo, petróleo mais alto pode frear o crescimento e dificultar o afrouxamento das condições financeiras.
  • O próximo rali depende de capital brasileiro ou de fundos globais; se o conflito no Irã esmorecer, esses fundos podem aumentar a exposição na região.

O Ibovespa pode chegar a 240 mil pontos em 2026, segundo o Morgan Stanley. A projeção representa alta de cerca de 34,6% frente ao patamar atual, conforme avaliação dos analistas.

Os analistas Nikolaj Lippmann e Julia Nogueira apontam que Brasil e Argentina passam a ter maior afinidade com o cenário de petróleo alto e expansão agrícola, o que reforça a ideia de resiliência das economias da região. A tese reforça que a América Latina costuma se beneficiar quando o petróleo está mais caro.

Além disso, o relatório destaca que a força do petróleo pode sustentar o desempenho de exportadores locais, com Brasil expandindo suas exportações de petróleo e Argentina aumentando a produção. Ao mesmo tempo, o estudo alerta para riscos no curto prazo ligados ao petróleo mais alto e ao ritmo de afrouxamento financeiro global.

Riscos e impactos no curto prazo

Petróleo elevado por mais tempo pode frear o crescimento econômico e dificultar o afrouxamento das condições financeiras, segundo o Morgan Stanley. O cenário é visto como limitador para novas políticas de apoio.

Gestores de mercados emergentes já compraram volume relevante de ações brasileiras. A compra recorde de 2,3% ao fim de março restringe espaço para novos aportes estrangeiros no curto prazo.

A visão é de que a política monetária dos EUA e a atuação de bancos centrais regionais também pesam, com menos suporte financeiro para ativos emergentes, conforme o estudo.

Quem pode impulsionar o próximo rali

Investidores locais precisam assumir protagonismo para sustentar altas. A avaliação é de que o próximo movimento depende de capital brasileiro ou de fundos globais de ações que operem na região.

Fundos globais podem ampliar exposição diante de um esfriamento das tensões no Irã. A redução de riscos no Oriente Médio elevaria a probabilidade de novos aportes na América Latina.

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