- Economista Deirdre McCloskey afirmou que a liberdade, a criatividade e a invenção são os motores do crescimento econômico moderno, não a ação do Estado, em debate na Unesp.
- Ela destacou que avanços surgem de indivíduos com novas ideias, não de políticas estatais, e disse não se considerar nem esquerda nem direita, mas uma visão liberal.
- McCloskey comentou a ambiguidade do uso do termo liberal na América Latina e nos Estados Unidos, defendendo liberdade para que as pessoas não sejam dominadas coercitivamente.
- Questionou a ideia de que um governo imperfeito possa corrigir falhas da economia e alertou que políticas para reduzir desigualdades podem frear o crescimento.
- Em painel, Gabriel Felbermayr defendeu ordoliberalismo, com Estado forte para criar o arcabouço que permita decisões descentralizadas; debate também mencionou o papel do Estado na China, com críticas e observações de especialistas, incluindo Nelson Marconi.
O debate na Unesp, promovido para celebrar os 50 anos da instituição, discutiu o papel do Estado no crescimento econômico. A economista Deirdre McCloskey defendeu que a liberdade impulsiona criatividade e inovação, não a atuação estatal. A apresentação ocorreu em formato de painel.
McCloskey, professora emérita da Universidade de Illinois, argumentou que o avanço econômico moderno decorre de ideias e invenções humanas, não de políticas públicas centralizadas. Ela destacou que a história mostra casos de progresso impulsionados por indivíduos, não por governos.
Durante o encontro, a economista também comentou a linguagem política usada na América Latina ao falar de liberalismo e citou a importância da liberdade individual para reduzir barreiras à entrada de profissionais e bens no mercado. Ela afirmou que o Estado não deve impedir o acesso a serviços básicos ou competir com o setor privado.
Ponto de vista de Chicago e de outros economistas
O painel contou com o economista Gabriel Felbermayr, que se autodefine como ordoliberal e defende um Estado que garanta regras para mercados funcionarem com menos coerção. Segundo ele, um arcabouço estáveis é essencial para permitir decisões descentralizadas.
Felbermayr ressaltou que Estado forte não significa intervenção constante nem vigilância invasiva, citando a China como exemplo de regime com controle de capitais e indústria estatal, ainda que sem abandonar completamente a liberdade econômica. Ele enfatizou a necessidade de equilíbrio.
Visões sobre desenvolvimento brasileiro e internacional
O economista Nelson Marconi, da FGV, relatou visão sobre a China em estudo recente, destacando o papel do Estado como indutor do desenvolvimento, mesmo com formas complexas de controle estatal. A fala dele apontou caminhos possíveis para o Brasil, com políticas industriais e cooperação internacional.
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