- Daniel Kretinsky avança com a oferta para controlar a Fnac-Darty, a 36 euros por ação, valorizando o grupo em cerca de 1,1 bilhão de euros, via EP Group com parceria do fundo J&T Partners.
- A oferta já recebeu aprovação do regulador francês AMF, em de maio, e os acionistas já podem vender suas participações; o conselho de Fnac-Darty aprovou a operação por unanimidade.
- O objetivo é fortalecer a presença da Fnac-Darty fora da França e acelerar a expansão na Europa, com foco em eletrônicos e eletrodomésticos e maior eficiência operacional.
- Itália e Espanha aparecem como mercados-chave fora da França; Espanha, Portugal e Bélgica são citados como mercados em ascensão, com crescimento de receita projetado em 2030 de cerca de 1,2% ao ano.
- A estratégia também funciona como contrapeso ao capital chinês, especialmente JD.com, que já investe na Ceconomy (dona da MediaMarkt) e pode influenciar Fnac-Darty; a conclusão da operação está prevista para o segundo semestre de 2026.
Daniel Kretinsky avança com a aquisição de Fnac-Darty, grupo francês de distribuição de eletrônicos e cultura, por meio da OPA amistosa lançada em janeiro. A operação valoriza o 100% do grupo em cerca de 1,1 bilhão de euros.
A OPA, contratada pela EP Group com a participação do fundo J&T Partners, recebeu aprovação da Autorité des Marchés Financiers (AMF) em 7 de maio. A partir desta semana, acionistas podem vender suas participações ao investidor checo, que já é o maior acionista com 28,5% das ações.
Em documentos apresentados à reguladora, a EP Group afirma que o objetivo é fortalecer Fnac-Darty fora da França e expandir na Europa, especialmente nos setores de eletrônicos e eletrodomésticos. Também aponta ganhos de eficiência operativa e oportunidades de crescimento internacional.
Entre os mercados identificados como prioritários estão Itália e Espanha, que aparecem ao lado de Portugal e Bélgica como mercados com potencial de expansão. O plano de negócios projeta crescimento anual de receitas de 1,2% até 2030, impulsionado pela maior participação de Fnac-Darty na Europa.
Enrique Martínez, CEO da Fnac-Darty, já indicou interesse em aquisições, inclusive na Espanha, mas sem objetivo definido até o momento. A operação de Kretinsky é apresentada como resposta ao risco de o grupo ser adquirido por capital chinês.
A documentação da OPA reconhece que, se bem-sucedida, a operação privaria JD.com de influência dentro de Fnac-Darty. A empresa prevê o fechamento da compra no segundo semestre de 2026, dependendo de aprovações regulatórias. A aprovação europeia para a aquisição da Ceconomy, controladora da MediaMarkt, ainda está pendente.
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