- Os preços do açúcar seguem pressionados pela ampla oferta global e demanda fraca, com foco nas decisões da Petrobras sobre gasolina e no El Niño afetando a Índia.
- O mix açucareiro previsto para a safra brasileira fica entre 45% e 48,5%, abaixo do recorde de 50,4% do ano passado, o que pode pressionar ainda mais o preço do açúcar.
- Os contratos futuros de açúcar bruto em Nova York caíram até 1,8% na sexta-feira, com o açúcar branco recuando 1,4%; o mês recente aponta recuperação, mas ainda em patamar baixo.
- A Petrobras mantém estáveis os preços domésticos da gasolina, apesar de alta internacional, e o governo anunciou subsídio ao combustível, o que pode reduzir a demanda por etanol hidratado.
- A Índia, segundo maior produtor mundial, pode afetar o equilíbrio global: o El Niño pode diminuir a produção, com estimativas variando entre queda de 4,6% (Datagro) e quase estabilidade (StoneX), e a Índia já proibiu exportações até setembro.
Diante de um mercado fragilizado, a indústria do açúcar foca em fatores que possam sustentar os preços, próximos de mínimas em cinco anos. A Semana do Açúcar de Nova York reuniu analistas, produtores e traders para avaliar impactos de gasolina, clima e demanda global.
O dólar dos futuros do açúcar bruto em Nova York recuou recentemente, mas ainda opera em patamar baixo. No Brasil, a gasolina em preços domésticos tem papel relevante, enquanto o etanol tem apresentado menor rentabilidade em relação ao açúcar.
A Petrobras foi apontada como elemento determinante para o cenário. Analistas destacam que a empresa pode influenciar a direção do mix de produção entre açúcar e combustível, afetando a oferta no curto prazo. Além disso, o governo confirmou subsídio à gasolina.
Tendência do mix açucareiro e influência externa
O debate girou em torno de quanto da cana será destina ao etanol versus açúcar. Estimativas variaram entre 45% e 48,5%, abaixo do ano passado, o que, se confirmadas, indicaria o menor nível em anos.
Outro fator citado foi o preço internacional do açúcar e o possible impacto do El Niño na Índia, o segundo maior produtor mundial. A elevação da intensidade climática pode reduzir a safra e ampliar déficits globais.
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