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Meta enfrenta novo ciclo de demissões em massa

Clima na Meta é de velório e incerteza com demissão de até oito mil funcionários, cortes de bônus e foco em IA para equilibrar o caixa

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  • Meta prepara demissão de cerca de oito mil funcionários, quase dez por cento do quadro global, com início previsto para quarta-feira, vinte de maio.
  • O ambiente interno é descrito como sombrio, com trabalhadores mencionando o desejo de serem demitidos para receber o pacote de rescisão de dezesseis semanas de indenização e de dezoito meses de plano de saúde custeado pela empresa.
  • No primeiro trimestre de dois mil e vinte e seis, a empresa registrou faturamento de sessenta e seis bilhões de dólares e treze por cento de crescimento, marcando sua expansão mais rápida desde dois mil e vinte e um.
  • A justificativa oficial é o redirecionamento de capital para a inteligência artificial, com gastos em infraestrutura de IA estimados em até cento e quarenta e cinco bilhões de dólares em dois mil e vinte e seis; a direção afirma que um modelo operacional mais enxuto equilibra o caixa.
  • Também houve redução de cinco por cento na fatia de bonificações, levando a remuneração média anual a quarenta e oito mil e duzentos dólares; paralelamente, a Meta passou a monitorar atividades dos funcionários com o programa Model Capability Initiative, exceto nos escritórios da Europa por causa do GDPR, conforme declarou o diretor de tecnologia Andrew Bosworth.

Nos bastidores da Meta, há clima de incerteza e descontentamento. A empresa planeja cortar cerca de 8 mil empregos, o que representa quase 10% do quadro global, com início previsto para a próxima quarta-feira. A justificativa é investir mais em inteligência artificial.

Funcionários relatam medo de perder o acesso a pacotes de rescisão, que incluem 16 semanas de indenização e 18 meses de plano de saúde custeado pela empresa. A novela de cortes ocorre em meio a resultados financeiros robustos da companhia.

A Meta registrou lucro e faturamento expressivos no primeiro trimestre de 2026, com receita de US$ 56,31 bilhões, alta de 33% frente ao mesmo período. A expansão acentuada sustenta o questionamento sobre a necessidade de tantas demissões.

Perspectivas financeiras e custos com IA

Segundo relatos, a diretoria afirma que os cortes visam redirecionar capital para infraestrutura de IA, que pode exigir até US$ 145 bilhões em 2026. A diretora financeira ressaltou que um modelo operacional mais enxuto ajuda a manter o caixa estável.

Zuckerberg confirmou que os cortes respondem aos gastos com IA e não descartou novas demissões no segundo semestre. Desde 2022, a empresa já havia eliminado mais de 33 mil empregos, segundo fontes de imprensa.

Mudanças de remuneração e monitoramento de produtividade

A Meta reduziu em 5% a fatia das bonificações anuais, diminuindo a remuneração média para cerca de US$ 388 mil por ano. Enquanto isso, a companhia tem feito pacotes atraentes para recrutar talentos, inclusive pesquisadores.

Em abril, a empresa lançou o Model Capability Initiative nos EUA, um software que monitora cliques, digitação e capturas de tela para treinar modelos de IA. A equipe da Ásia e da Europa ficou sujeita a regras diferentes por causa da GDPR.

Reações internas e discurso da empresa

Dirigentes destacam que o rastreamento é obrigatório para funcionários, mas áreas na Europa ficaram fora por exigências legais. A implementação é vista por alguns como parte de um movimento de maior vigilância de desempenho.

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