- Pesquisa da EY com mil pessoas no Brasil aponta que 49% ainda preferem veículos a combustão e 9% demonstram interesse por elétricos.
- Segundo a Fenabrave, as vendas de automóveis e comerciais leves eletrificados cresceram no primeiro quadrimestre de 2026, com híbridos liderando em volume e elétricos puros apresentando o maior crescimento.
- No período jan-abr, o total de eletrificados vendido foi de 138.886 unidades, quase o dobro de 70.433 em 2025, crescimento de 97,19%, com elétricos puros em alta de 173,75%.
- Os híbridos seguem na liderança em volume (90.485 unidades, alta de 71,53%), indicando uma transição gradual para eletrificação combinada com motor a combustão.
- Barreiras citadas pelos consumidores para migrar aos elétricos incluem infraestrutura de recarga (36% sem recarga em casa/trabalho; 33% sem estações públicas), custo inicial (28%), preocupações com baterias e confiabilidade de carregadores públicos.
Ainda que as vendas de veículos eletrificados avancem no Brasil, a preferência continua com os carros a combustão. Dados da EY indicam que 49% dos brasileiros ainda optam por motores a combustão interna, enquanto 9% demonstram interesse por elétricos puros.
No ritmo do mercado, a Fenabrave aponta crescimento expressivo de automóveis e comerciais leves eletrificados no primeiro quadrimestre de 2026, com os híbridos na liderança e os elétricos puros registrando o maior ganho percentual.
Híbridos lideram transição
Entre janeiro e abril de 2025, houve 70.433 unidades de veículos eletrificados; em 2026, esse total subiu para 138.886, alta de 97,19%. O avanço mais acentuado ficou com os elétricos puros, que passaram de 17.681 para 48.401 unidades, um salto de 173,75%.
Na comparação entre abril de 2025 e abril de 2026, o crescimento de elétricos puros atinge 272,09%. Em números absolutos, os híbridos continuam dominando o mercado, com 90.485 unidades vendidas no período, segunda-feira 71,53% a mais que 2025.
Barreiras para adoção de elétricos
O Índice de Mobilidade do Consumidor (MCI), da EY, mostra que infraestrutura de recarga é o principal entrave. Entre os que não planejam comprar elétrico, 36% não têm casa ou trabalho com recarga disponível, e 33% citam a falta de estações públicas.
Outras preocupações incluem desempenho de baterias (28%), custo inicial (28%), qualidade e interoperabilidade dos carregadores públicos (27%) e custo de reparo (21%). Ainda assim, fatores econômicos e ambientais puxam o interesse, com 38% citando cada um.
Contexto internacional e impactos locais
Globalmente, a eletrificação ganha força: União Europeia supera carros a gasolina em cadastros mensais desde 2025, com elétricos respondendo por 17,4% das vendas no bloco em 2024. Na China, a penetração já passa de 50% e cresce a exportação de modelos locais.
Nos EUA, o ritmo é mais lento. Dados do Salão de Detroit de 2026 indicam crescimento de elétricos próximo a 1% em 2025, em meio a ajustes de estratégia de montadoras tradicionais.
Perspectivas e desafios do Brasil
A combinação de expansão de oferta e cautela do consumidor sugere uma transição gradual. Embora modelos elétricos ganhem espaço, custo de aquisição e recarga limitam adesão imediata, destacando a vigilância sobre políticas públicas e incentivos.
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