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Novos acordos de energia para a África fechados na cúpula de Nairóbi

Empresas anunciam 27 bilhões de euros em 30 projetos de energia limpa e infraestrutura na África, mirando 100 bilhões de euros em receita e mais de 600 mil empregos

Nairobi summit
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  • Atendendo ao Africa Forward Summit em Nairóbi, empresas e chefes de estado anunciaram investimentos em energia limpa e infraestrutura na África, com cerca de 27 bilhões de euros em ~30 projetos e expectativa de gerar 100 bilhões de euros em receita, impactando mais de 600 mil empregos.
  • O setor de energia recebeu o maior volume de investimentos, em torno de 14 bilhões de euros, como parte de um esforço para acelerar a transição para energia de baixo carbono.
  • Kenya e França foram anfitriões do encontro realizado de 11 a 12 de maio, com o objetivo de promover uma parceria de iguais entre África e Europa.
  • Entre os compromissos, a EDF planeja 2 gigawatts de projetos hidrelétricos em diversos países; a TotalEnergies projeta mais de 10 bilhões de dólares até 2030, incluindo 2 bilhões para energia renovável em Ruanda e 400 milhões para cozinimento limpo no Quênia, Uganda e Tanzânia.
  • Outros acordos incluem investimentos para ampliar a capacidade do projeto eólico Kipeto no Quênia (Meridiam, 200 milhões de dólares), uma usina solar na Zâmbia (Global Telecom Holding, 350 milhões de dólares), cooperação digital e de infraestrutura de energia com o AXIAN Group (280 milhões de dólares), além de iniciativas de portos, fertilizantes e descarbonização, como o financiamento de 700 milhões de dólares para melhoria portuária em Mombaça e 150 milhões de dólares para o Seed of Africa Investment Fund.

A União Europeia e África anunciaram investimentos expressivos em energia limpa e infraestrutura durante a Africa Forward Summit, realizada em Nairobi, Kenya, nos dias 11 e 12 de maio. Quase 40 empresas e líderes globais apresentaram planos que somam cerca de 27 bilhões de euros para cerca de 30 projetos no continente. A expectativa é gerar 100 bilhões de euros em receita e empregar mais de 600 mil pessoas.

Os recursos visam ampliar laços industriais e acelerar a transição para energia de baixo carbono. O setor de energia atraiu a maior parte do capital, com aproximadamente 14 bilhões de euros. Além disso, o encontro teve foco em agricultura, capital humano, finanças, IA, industrialização e economia azul.

Compromissos em energia renovável

A EDF, utility francesa, confirmou planos de 2 gigawatts de projetos hidrelétricos em vários países africanos. A TotalEnergies anunciou mais de 10 bilhões de dólares em novos investimentos até 2030, incluindo 2 bilhões para energia renovável em Ruanda e 400 milhões para iniciativas de cozinha limpa no Quênia, Uganda e Tanzânia. A empresa ainda participará de obras hospitalares no valor de 700 milhões de dólares com a Ellipse Projects.

A Meridiam destinou 200 milhões de dólares para ampliar a capacidade do projeto eólico Kipeto, no Quênia. A Global Telecom Holding informou compromisso de 350 milhões de dólares para uma usina solar de 250 megawatts na Zâmbia.

O grupo AXIAN e parceiros investiram 280 milhões de dólares para co-desenvolver infraestrutura digital e de energia. A Schneider Electric anunciou 20 milhões de dólares para o GAIA Energy Impact Fund II, voltado a startups de tecnologia limpa na África.

A CMA CGM participou de um esforço de 700 milhões de dólares para a modernização do porto de Mombasa, visando suportar navios de nova geração com sistemas portuários de baixo consumo. Além disso, há planos para plantas modulares de transmissão e um gasoduto de 1,7 bilhão de dólares na Costa do Marfim.

O Bpifrance, banco de desenvolvimento francês, e o grupo marroquino OCP lançaram o Seed of Africa Investment Fund com 150 milhões para apoiar ventures agroindustriais sustentáveis, incluindo inovação em fertilizantes e linhas de produção com energia renovável.

Liderança da transição energética?

Líderes africanos defendem que o continente pode assumir papel de destaque na transição energética global, dada a imensa capacidade de fontes renováveis. O presidente do Quênia, William Ruto, ressaltou que a transição energética precisa também ser uma transição industrial.

Especialistas avaliam que os acordos em Nairobi podem ampliar o acesso a energia de baixo carbono para centenas de milhões de pessoas que ainda não contam com eletricidade confiável. Um documento de trabalho aponta para avanços em hidrogênio, hidro, geotérmica, resíduos para energia e nuclear como caminhos de investimento.

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