- A Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Refino, que mira um conglomerado do setor de combustíveis e determinou o bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos, além da suspensão de atividades de empresas investigadas.
- A ação envolve suspeitas de fraudes fiscais, ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de divisas, com 17 mandados de busca em Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, com apoio da Receita Federal.
- O Grupo Refit, controlado por Ricardo Magro, é um dos principais alvos e controla a antiga Refinaria de Manguinhos; Magro foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol.
- Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro, também é alvo de mandados de busca relacionados ao setor de combustíveis e eventuais ligações com estruturas investigadas.
- As apurações abrangem possíveis irregularidades no setor de combustíveis e conexões com o tribunal/foco da ADPF 635/RJ, investigando crimes financeiros e fiscais, como sonegação e evasão de divisas.
A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira a Operação Sem Refino, que mira supostas fraudes fiscais, ocultação patrimonial e evasão de recursos no setor de combustíveis. A ação envolve o Grupo Refit, controlado por Ricardo Magro, e o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, entre outros alvos. A Justiça autorizou o bloqueio de ativos e a suspensão de atividades de empresas investigadas.
Segundo a PF, o inquérito apura uso de estruturas societárias para ocultar patrimônio e enviar recursos ao exterior, além de possíveis fraudes envolvendo uma refinaria vinculada ao grupo. Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal.
Entre os alvos, destacam-se o Grupo Refit, que controla a antiga Refinaria de Manguinhos, e Ricardo Magro. Magro teve a inclusão na Difusão Vermelha da Interpol, conforme divulgação policial. Cláudio Castro também é alvo de mandados de busca relacionados ao tema.
Contexto e crimes apurados
A investigação aponta indícios de sonegação de impostos, fraudes fiscais, ocultação patrimonial, dissimulação de bens, evasão de divisas e irregularidades no setor de combustíveis. A PF afirma que estruturas empresariais dificultariam o rastreamento de patrimônios e fluxos de recursos.
Impacto no setor de combustíveis
O bloqueio estimado atinge cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros, com suspensão de atividades das empresas envolvidas. O inquérito ocorre em meio a investigações federais mais amplas sobre o estado do Rio de Janeiro e possíveis ligações entre o poder público e estruturas econômicas investigadas.
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