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Ouro cai diante de juros globais em alta e dólar fortalecido

Ouro cai ante avanço global de juros e dólar firme; recuo semanal aponta menor atratividade de metais sem rendimento com o aperto monetário

Ouro derrete 3,56% na semana — Foto: Ondrej Sponiar/Pixabay
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  • Contratos futuros do ouro fecharam em queda na sexta-feira (15) e, no acumulado da semana, com o contrato de junho caindo 2,63% a US$ 4.561,9 por onça-troy; o ouro recuou 3,56% nessa semana.
  • O dólar também avançou forte, pressionando o ouro ao tornar a commodity mais cara para compradores em moedas emergentes.
  • Dados de inflação mais fortes nos Estados Unidos e na Europa, aliados a preços elevados de petróleo, contribuíram para o aperto monetário e reduziram a percepção de cortes de juros.
  • Não há perspectiva de resolução no conflito no Oriente Médio, o que sustenta a tendência de altas de juros pelo Fed e pelo BCE.
  • Analistas destacam que a demanda por ativos que geram rendimento aumenta, enquanto o apelo de metais não rendem diminui, levando os mercados a reavaliarem as altas observadas no início do ano.

O ouro fechou em queda na sexta-feira (15) e recuou na semana, pressionado por avanço global de juros e dólar forte. O contrato de ouro com entrega em junho caiu 2,63% na Comex, para US$ 4.561,9 por onça-troy. O recuo semanal chegou a 3,56%.

O dólar também valorizou, encarecendo a compra da commodity para detentores de outras moedas. Dados de inflação nos EUA e na Europa reforçaram o cenário de aperto monetário, contribuindo para a queda do ouro sem rendimento.

A percepção de que não haverá cortes de juros em breve ganhou força entre os participantes do mercado, que passaram a incorporar novas altas de juros por bancos centrais, inclusive o BCE. O petróleo se manteve em níveis elevados.

Mercado global e perspectivas

Analistas destacam que o ambiente macro reforça a demanda por ativos que pagam juros, reduzindo o apelo de metais como o ouro. Há ainda a incerteza sobre o rumo da inflação e o impacto de políticas monetárias mais restritivas.

Observadores ressaltam que as altas observadas no início do ano podem não resistir ao aperto financeiro, sob pressão de condições mais estritas para crédito e demanda global. O ouro segue sob leitura de portfólio em recuperação ou proteção de volatilidade.

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