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Petrobras planeja expansão no mercado de biocombustíveis

Petrobras avança no biodiesel com a PBio, busca ingresso na Ubrabio e avalia reativar usina hibernada em Quixadá, visando ampliar produção e parcerias

A usina de Candeias, na Bahia, é uma das duas plantas de biodiesel operadas pela Petrobras
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  • A Petrobras, por meio da subsidiária PBio, planeja ampliar a atuação no biodiesel, buscando parcerias e ingresso na União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ub braio).
  • Durante o 3º Fórum Biodiesel e Bioquerosene, a empresa sinalizou acordos comerciais em fase inicial e reforçou o objetivo de fortalecer a PBio no setor.
  • A estatal opera duas usinas ativas, em Montes Claros (MG) e em Candeias (BA), e estuda reativar a unidade hibernada em Quixadá (CE), paralisada desde 2016. A produção atual dessas duas plantas é de 250 mil e 300 mil toneladas por ano, respectivamente.
  • A PBio possui um pacote de R$ 4,8 bilhões destinado ao biorrefino e avalia ajustes no planejamento caso decida reabrir Quixadá, além de investir na modernização das unidades em operação.
  • O conceito de Diesel R (diesel coprocessado com óleo vegetal) é apontado como ponto de diálogo com o setor, com previsão de ampliar oportunidades para suprimento de matéria-prima e integração entre produtores e a cadeia de biodiesel.

A Petrobras traça nova estratégia de atuação no biodiesel por meio da sua subsidiária PBio (Petrobras Biocombustível). A empresa busca parcerias comerciais e integração à Ubrabio, principal associação do setor no Brasil, apresentando ações no 3º Fórum Biodiesel e Bioquerosene.

A presença no evento permitiu primeiras negociações de acordos comerciais que ainda estão em fase inicial. William Nozaki, gerente executivo de Transição Energética da Petrobras, afirmou que a meta é fortalecer a atuação da PBio no segmento.

A estatal já opera duas usinas de biodiesel, em Montes Claros (MG) e Candeias (BA), e estuda reativar a unidade hibernada em Quixadá (CE), paralisada desde 2016. A produção atual chega a 250 mil e 300 mil toneladas anuais, com perspectiva de crescimento.

A companhia possui um pacote de R$ 4,8 bilhões destinado ao biorrefino e avalia ajustes no planejamento caso decida reabrir a planta cearense. Também há previsão de investimentos na modernização tecnológica das unidades ativas.

Entrada na UBRABIO

Durante o Fórum, Nozaki informou que a PBio está pleiteando ingresso na Ubrabio, para representar a cadeia produtiva de biocombustíveis em nível nacional. A Petrobras também busca ampliar acordos para comercializar o diesel coprocessado com óleo vegetal, conhecido como Diesel R.

O Diesel R é visto como fator de diálogo entre a Petrobras e o setor, já que a produção do coprocessado depende de matérias-primas e pode impulsionar demanda por fornecimento de óleo e grãos. A empresa enxerga a parceria com a indústria do biodiesel como essencial nesse processo.

O principal desafio envolve a ausência de capacidade própria de esmagamento de grãos. A PBio estuda modelos de negócio que permitam acesso ao esmagamento, seja com atuação própria ou por meio de parceiros. Há também discussões sobre incorporar esmagamento de soja às operações.

Mistura do Diesel

A Petrobras não se posicionou a favor da elevação da mistura obrigatória de biodiesel no diesel de 15% para 16%. A pauta mobiliza governos, produtores e entidades do setor, que defendem o aumento imediato.

Executivos, congressistas e associações pressionam pela expansão da mistura. A Petrobras defende a continuidade dos testes previstos em lei para comprovar a viabilidade técnica da mudança, com o tempo necessário para avaliação completa.

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