- O petróleo subiu até 3,7%, com o Brent chegando a US$ 109,64 às 6h45, maior em dez dias; o WTI estava em US$ 105,31 durante a sessão (US$ 104,16 às 9h).
- O mercado ficou frustrado com a ausência de grandes anúncios após os encontros entre os presidentes dos EUA e da China.
- As negociações entre EUA e Irã seguem estagnadas, mantendo a incerteza sobre a liberação do estreito de Hormuz, passagem de cerca de vinte por cento da produção mundial.
- A China defende que não deve haver militarização do estreito nem cobrança de pedágios; os EUA afirmaram que Xi demonstrou interesse em comprar mais petróleo norte-americano, mas isso não foi confirmado oficialmente pelo regime chinês.
- Israel e Líbano iniciaram conversas sobre cessar-fogo, sem conclusão no momento, com relatos de novos bombardeios no sul do Líbano.
O petróleo subiu nesta sexta-feira (15), após dois dias de encontros entre EUA e China sem anúncios relevantes. O Brent alcançou picos acima de 109 dólares por barril, em meio a incertezas sobre a liberalização do estreito de Hormuz. O mercado observa de perto as negociações envolvendo o Irã e o futuro da região do Oriente Médio.
O barril Brent chegou a 109,64 dólares às 6h45, com alta de 3,71% em relação ao fechamento de quinta-feira. O valor permanece entre os maiores da semana, mas fica distante do recorde de 114,44 dólares marcado em 5 de abril. Às 9h, o contrato de julho operava a 108,29 dólares, ganho de 2,42%.
O petróleo WTI, referência para os EUA, atingiu 105,31 dólares durante a sessão, variando perto de 104,16 dólares no horário citado. As oscilações refletem a expectativa de desfechos sobre a segurança do fornecimento global, especialmente pelo estreito de Hormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.
Investidores ficaram frustrados com a ausência de grandes anúncios após os encontros entre Trump e Xi, realizados em Pequim. Ao final das conversas, os dois lados destacaram a ideia de reabrir o estreito de Hormuz e a posição de que o Irã não deve possuir armas nucleares, embora tenham divergido sobre militarização e pedágios.
A Casa Branca informou que Xi expressou interesse em aumentar as compras de petróleo americano para reduzir a dependência do Oriente Médio, mas essa indicação não foi confirmada oficialmente pelo governo chinês. O tema da cooperação energética, no entanto, permanece como eixo de observação para o mercado.
Contexto diplomático aponta também para mudanças na região. Israel e Líbano iniciaram conversas para avaliar um cessar-fogo entre as partes, sem conclusão neste momento. Libaneses relataram novos bombardeios no sul do país, enquanto autoridades americanas destacaram que as conversas ocorreram de forma produtiva.
Em meio ao cenário, o Departamento de Estado dos EUA informou que houve progressos nas conversas gerais, com expectativas de continuidade nas negociações ao longo da sexta-feira. A volatilidade no preço do petróleo deve permanecer à espera de novos desdobramentos sobre o Irã, o estreito de Hormuz e a situação regional.
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