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PF mira Ricardo Magro em operação ligada à sonegação fiscal

Operação Sem Refinamento amplia apuração de sonegação bilionária e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, envolvendo Ricardo Magro

Ricardo Magro é dono da empresa Refit, investigada na operação Poço Lobato. Foto: reprodução/ Magro advogados.
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  • A Operação Sem Refinamento investiga fraudes no mercado de combustíveis, com suspeitas de sonegação bilionária, lavagem de dinheiro e atuação de organizações criminosas; há mandado de prisão contra Ricardo Magro, dono do grupo Refit.
  • O nome de Magro foi incluído na lista vermelha da Interpol, segundo as investigações em curso.
  • Magro mora em Miami e controla a Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro, além de possuir negócios nos Estados Unidos e em Portugal.
  • A ação ocorre poucos dias após relatos de que Lula poderia mencionar o empresário em reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em contexto de cooperação contra crimes financeiros.
  • O histórico envolve acusações de corrupção e desvios ligados a fundos de pensão; em dois mil e dezesseis ele foi preso, depois Absolvido, e em mil e vinte e três empresas da Refit foram citadas em investigações de adulteração de combustíveis e fraudes fiscais, com a refinaria alvo da operação Carbono Oculto e interditada pela Agência Nacional do Petróleo.

A Operação Sem Refinamento deflagrada nesta sexta-feira reacendeu as investigações sobre Ricardo Magro, empresário proprietário do grupo Refit. Ele é alvo de mandado de prisão e aparece entre os maiores devedores tributários do país. A ação também o reúne a uma lista vermelha da Interpol.

Magro vive em Miami desde a década passada e é apontado como peça-chave em estruturas financeiras ligadas ao mercado de combustíveis. Além da Refinaria de Manguinhos, no Rio, ele mantém negócios nos EUA e em Portugal, reforçando uma atuação internacional.

A operação investiga suspeitas de sonegação fiscal bilionária, lavagem de dinheiro e a atuação de organizações criminosas no setor. Em anos anteriores, instituições ligadas ao grupo já foram citadas em investigações sobre fraude tributária e adulteração de combustíveis.

Contexto da investigação

Em julho do ano passado, o Ministério Público de São Paulo citou empresas ligadas à Refit em apurações sobre irregularidades no setor. A refinaria do grupo foi alvo de outra operação, e houve interdição pela ANP, em meio a suspeitas envolvendo o mercado de combustíveis.

Histórico de atuação e decisões judiciais acompanham o caso. Magro já ocupou cargos no meio jurídico e chegou a ser preso em 2016 em investigações envolvendo fundos de pensão, mas foi absolvido posteriormente.

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