- O texto afirma que, diante de incerteza estrutural, as empresas passaram a ser premiadas por resiliência em vez de eficiência.
- O Economic Policy Uncertainty Index Global (EPU) em 2025 chegou a um dos maiores patamares da história, em about 350, mais de três vezes a média histórica.
- A incerteza política e econômica retirou cerca de US$ 202 bilhões em investimentos corporativos globais em 2025, podendo chegar a US$ 380 bilhões em 2026, segundo o ICC.
- A incerteza reduziu o crescimento global esperado em cerca de 0,4 ponto percentual, segundo a Oxford Economics.
- O custo da resiliência inclui estoques altos, fornecedores redundantes, fábricas duplicadas, liquidez excessiva, hedge e cadeias de suprimento mais curtas.
O tema em debate é a transformação do prêmio para as empresas: de eficiência para resiliência. O cenário atual impõe custos para manter estoques altos, fornecedores redundantes e cadeias de suprimentos mais robustas, diante da incerteza crescente. O texto analisa como isso afeta decisões corporativas.
Segundo especialistas, o mundo passou de risco mensurável a uma ambiguidade permanente. A incerteza impacta investimentos, contratações e liquidez, muitas vezes aparecendo apenas no orçamento e no PowerPoint. O efeito é elevação de custos e adiamento de projetos.
Dados recentes ajudam a entender a mudança. O Economic Policy Uncertainty Index Global atingiu em 2025 um nível histórico elevado, refletindo economia, política e incerteza em mais de 20 países. O índice está bem acima da média histórica e de crises anteriores.
A pesquisa da Câmara de Comércio Internacional aponta perdas significativas. Em 2025, a incerteza política/econômica reduziu cerca de US$ 202 bilhões em investimentos globais; em um cenário pior, as perdas podem chegar a US$ 380 bilhões em 2026. Esses números ilustram o peso da incerteza sobre a atividade corporativa.
De acordo com a Oxford Economics, o crescimento global projetado sofreu redução de cerca de 0,4 ponto percentual. O relatório ressalta que o problema não é apenas a perda de riqueza, mas a dificuldade de gerar riqueza no futuro. Resiliência tornou-se o novo parâmetro de desempenho.
Implicações para as empresas
A necessidade de manter estoques elevados, buscar redundância de fornecedores e consolidar capacidades produtivas eleva custos operacionais. Além disso, o excesso de liquidez e o uso de estratégias de hedge passam a exigir mais capital e planejamento financeiro.
Ciclo de investimento e liquidez
Com a incerteza estrutural, o prazo para retomada de investimentos se estende. Empresas seguram caixa, postergam contratações e priorizam projetos com retorno mais estável, mesmo que isso signifique menor dinamismo econômico imediato.
Panorama setorial e regional
Analistas apontam variações por setor e região, mas a tendência é comum: ganhos de resiliência não acompanham o ritmo de crescimento anterior. Sectores com maior exposição a cadeias globais sentem impacto mais intenso nas decisões de investimento.
Caminho para o futuro
Especialistas ressaltam a importância de estratégias que conciliem eficiência com resiliência. Melhor gestão de estoques, diversificação de fornecedores e planejamento de cenários aparecem como ferramentas-chave para enfrentar a incerteza de longo prazo.
Entre na conversa da comunidade