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Projeto facilita compra do primeiro carro para motoristas de app e MEIs

Projeto cria linha de crédito para motoristas de app e MEIs com até R$ 90 mil, 72 meses, carência de seis meses e juros reduzidos, sem comprovação de renda

Compra do primeiro carro pode ficar mais fácil para MEIs e autônomos | Foto: Adobe Stock/Reprodução
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  • Projeto de lei 592/2026 propõe uma linha de crédito chamada “Meu Primeiro Carro” para motoristas de aplicativo, MEIs e autônomos, facilitando a compra do primeiro veículo.
  • Financiamento de até R$ 90 mil com prazo de até 72 meses, carência de seis meses e juros reduzidos, operado pela Caixa Econômica Federal.
  • Crédito pode ser liberado com base em análise cadastral, sem necessidade de comprovação formal de renda; transferência do veículo nos primeiros 36 meses é vedada, salvo quitação antecipada.
  • Caixa pode criar fundo garantidor específico e fica responsável pelo seguro; a propriedade do veículo permanece vinculada à instituição até a liquidação total.
  • O objetivo é ajudar quem usa carro alugado para trabalhar; o projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado por comissões, seguindo para o Senado se aprovado.

Um projeto de lei em tramitação na Câmara propõe criar uma linha de crédito específica para motoristas de aplicativo, MEIs e trabalhadores autônomos que dependem do carro para renda. O PL 592/2026 é de autoria do deputado Marcos Pollon (PP-MS) e prevê financiamento facilitado para a compra do primeiro veículo.

Chamado de “Meu Primeiro Carro”, o programa autorizaria a aquisição de veículos de até R$ 90 mil com prazo de até 72 meses, carência de seis meses e juros reduzidos. A Caixa Econômica Federal ficaria responsável pela operacionalização da linha de crédito.

O crédito poderia ser liberado com base em análise cadastral, sem necessidade de comprovação formal de renda. Entidades envolvidas poderão avaliar riscos sem exigir renda comprovada de trabalhadores informais.

Como funciona e condições

A proposta determina ainda a vedação de transferência do veículo nos primeiros 36 meses, salvo quitação antecipada. A Caixa poderia ativar um fundo garantidor específico e ficaria responsável pelo seguro do veículo. A propriedade permaneceria vinculada à instituição até a quitação total.

A justificativa do deputado é que muitos trabalhadores recorrem a veículos alugados, o que reduz a renda líquida. O acesso ao primeiro carro próprio seria visto como forma de reduzir custos operacionais e ampliar a autonomia financeira.

O projeto tramita em caráter conclusivo e seguirá para análises nas comissões de Viação e Transportes, Finanças e Tributação, e Constituição e Justiça e de Cidadania. Aprovado pelas casas, o texto segue para o Senado antes da sanção.

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