- A atividade de serviços caiu 1,2% em março ante fevereiro, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE.
- Transportes puxou a retração, com queda de 1,7% no mês.
- Outros impactos negativos ocorreram em serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,1%), de informação e comunicação (-0,9%) e de outros serviços (-2%).
- O analista Luis Almeida ressalta que a queda não se explica apenas pelo setor de transportes.
- A situação também tem relação com uma base de comparação elevada de meses anteriores, especialmente relacionada à tecnologia da informação.
O volume de serviços prestados no Brasil recuou 1,2% em março, na comparação com fevereiro. O desempenho foi puxado pela queda do setor de transportes, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE, divulgada nesta sexta-feira.
Além da influência dos transportes, os serviços profissionais, administrativos e complementares e os de informação e comunicação contribuíram para a queda, conforme avaliação do analista do IBGE Luis Almeida. Ele destacou que a retração não tem origem única e envolve diferentes atividades.
Transportes caiu 1,7% em março ante fevereiro, enquanto todos os five ramos acompanhados pelo IBGE registraram recuo no mês. Entre eles, os serviços profissionais, administrativos e complementares recuaram 1,1%, e os de informação e comunicação caíram 0,9%.
Em serviços profissionais, administrativos e complementares a queda inclui atividades como agenciamento de espaços de publicidade e atividades jurídicas. No segmento de informação e comunicação, houve retração de 1,7% em serviços de tecnologia da informação, reforçando o caráter multifacetado da queda.
Segundo o analista, a queda em tecnologia da informação também reflete uma base de comparação elevada de meses anteriores, já que a atividade se destacou desde a pandemia. Almeida apontou ainda que a diminuição de março envolve mais do que o setor de transportes, indicando uma devolução de fatores anteriores.
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