- A Polícia Federal cumpre mandados no Rio de Janeiro e em Jundiaí, SP, na sexta-feira, contra o Grupo Refit, liderado por Ricardo Magro, na operação Sem Refino.
- A empresa é apontada como um dos maiores devedores de ICMS do país, com peso relevante em São Paulo, Rio de Janeiro e na União.
- A investigação aponta possível uso de estrutura societária para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.
- Ricardo Magro, 51 anos, paulistano, mora em Miami desde 2016 e já foi alvo de outras ações, incluindo a Operação Recomeço de 2016.
- O histórico da Refit envolve interdições da ANP e suspeitas de importação de combustíveis sem refino, contrastando com contratos e patrocínios recentes da empresa.
Ricardo Magro, advogado e empresário à frente do Grupo Refit, voltou a ter mandados cumpridos pela Polícia Federal nesta sexta-feira. A operação, denominada Sem Refino, mira a empresa e envolve também o ex-governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro.
Equipes da PF realizaram diligências em Jundiaí (SP) pela manhã, contra a Refit, considerada uma das maiores devedoras de impostos do país. A investigação busca apontar uso de estruturas societárias para ocultação patrimonial e evasão de recursos ao exterior.
A Apuração aponta que o conglomerado atua no setor de combustíveis e pode ter desviado recursos, conforme apurado pela PF. O grupo já apareceu em investigações anteriores por sonegação e disputas com o fisco.
Quem é Ricardo Magro
Ricardo Magro, 51 anos, é figura conhecida no mercado de combustíveis. Advogado por formação, dirige a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, com atuação em disputas tributárias e relações com distribuidoras. Mora em Miami desde 2016.
Magro dirige o grupo desde 2008 e já enfrentou críticas públicas sobre a suposta sonegação de ICMS. Em entrevistas anteriores, ele atribuiu o rótulo de maior devedor a uma perseguição institucional promovida por grandes empresas do setor.
Histórico de investigações
O empresário já esteve sob foco de operações da PF, como a Recomeço, em 2016, ligada a desvios de fundos de pensão. Além disso, o nome dele surgiu em conexões com a Operação Carbono Oculto, que apura a presença do PCC no mercado de combustíveis.
A Refit também figura em processos administrativos da ANP. A agência já interrompeu atividades da refinaria em análises de irregularidades, embora a empresa tenha sido reaberta e, posteriormente, novamente interditada por decisões de tribunais.
Contexto e desdobramentos
A operação desta sexta-feira reforça o histórico de controvérsias envolvendo a Refit, que já manteve contratos de patrocínio e marcas próprias com o setor de esportes. A PF não divulgou informações adicionais sobre prisões ou indiciamentos até o momento.
Ao longo dos anos, Magro se manteve firme na defesa de suas operações, afirmando cooperação com autoridades para esclarecer práticas do setor e negar irregularidades. As investigações continuam em andamento.
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