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Risco político, petróleo e inflação pressionam ativos pela manhã

Risco político e inflação pressionam ativos; petróleo em alta sustenta o real, mas juros futuros e fraqueza global mantêm a cautela

Trader do mercado financeiro — Foto: Michael Nagle/Bloomberg
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  • A incerteza sobre se a oposição conseguirá desbancar o presidente Lula gera cautela entre investidores, que evitam apostas mais diretas no Brasil.
  • O real pode ter maior concentração de apostas positivas por juros altos e pelo ganho com o termo de troca, mas pode sofrer com cenário político desfavorável.
  • Estrategistas do banco BBVA classificaram o momento como yellow flag para posições no real.
  • O petróleo avança mais de 2,5% com a retomada de atenção ao Oriente Médio e sem sinais de resolução, mantendo o Estreito de Ormuz fechado.
  • Dados de inflação nos EUA elevam os rendimentos dos Treasuries, o que pode pressionar as taxas brasileiras; a divulgação de serviços e o IPCA de abril ganham destaque, enquanto Petrobras pode receber suporte com petróleo mais alto; bolsas globais operam em queda.

O mercado amanhece com cautela ante o cenário político no Brasil. A incerteza sobre se a oposição conseguirá desbancar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições aumenta a aversão a apostas mais direcionadas. A janela de negociação permanece volátil.

Especialistas avaliam que, mesmo com possível acomodação da percepção de risco, a piora recente nos preços sinaliza prudência para investidores. O dólar pode enfrentar pressões em cenários políticos ainda imprevisíveis, mantendo o real sob maior volatilidade.

O real aparece como ativo com maior potencial de ganhos, puxado por juros elevados que sustentam a moeda e pelo consequente ganho de termos de troca, impulsionados pela alta do petróleo. Mesmo assim, cenário político tumultuado tende a frear movimentações cambiais.

Preço do petróleo e geopolítica

A alta do petróleo, com fim do encontro entre os presidentes dos EUA e da China ainda sem acordo, mantém o foco no Oriente Médio. O petróleo avança mais de 2,5% nesta manhã, enquanto o Estreito de Ormuz permanece fechado. Esse cenário ajuda o câmbio, mas pode pressionar os juros futuros pela via da inflação.

Dados dos EUA e impacto local

Nos EUA, inflação mais firme pressiona os rendimentos de Treasuries, o que pode contagiar as taxas brasileiras na abertura. No Brasil, saem dados do setor de serviços. Resultados mais fortes podem reavivar temores de atividade econômica aquecida, pressionando preços.

Panorama da bolsa e juros

Na bolsa brasileira, o risco local e externo tende a pressionar ativos. Entretanto, o petróleo em alta favorece as ações da Petrobras. Futuros: S&P 500 cai 0,8%, Nasdaq recua 1,2%. Na Europa, as bolsas também operam em queda, sob o peso de temores inflacionários.

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