- Santander elevou a projeção da Selic no fim do ano para 13,25%, ante 12,5% anteriormente.
- A revisão foi apresentada por Marco Antonio Caruso, do Santander.
- O banco aponta que o choque de oferta provocado pela guerra do Irã reduz a hipótese de cortes rápidos na Selic no curto prazo.
- A cautela do Banco Central com a possibilidade de desaceleração mais forte da economia, diante da política monetária ainda restrita, sustenta o ciclo de ajustes.
- O cenário indica que os juros devem continuar subindo nos próximos meses.
O Santander revisou seu cenário econômico e elevou a projeção da taxa Selic para 13,25% ao fim deste ano, contra 12,5% antes. A revisão foi embasada por perguntas sobre o ritmo da inflação e pela percepção do banco sobre o cenário macro.
Segundo o analista Marco Antonio Caruso, o choque de oferta gerado pela guerra do Irã deve afastar a hipótese de aceleração dos cortes na Selic no curto prazo. A cautela do Banco Central com riscos de desaceleração mais intensa da economia sustenta o esperado ciclo de ajustes.
Essa leitura implica continuidade de ajustes da política monetária nos próximos meses, mantendo restrição monetária elevada por mais tempo. Caruso aponta que o cenário externo e interno pode exigir cautela adicional ao desenho da política.
Perspectivas para a política monetária
A avaliação do Santander ressalta que o BC tende a manter o aperto monetário enquanto os riscos de projeção inflacionária persistirem. A instituição também destaca a importância de monitorar impactos de choques de oferta sobre preços e atividade econômica.
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