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Sindicato da Samsung mantém greve após oferta de negociações; ações caem

Sindicato da Samsung mantém greve de dezoito dias a partir de vinte e um de maio, mesmo com proposta de retomar negociações; ações recuam até nove por cento

Membros do sindicato dos trabalhadores da Samsung Electronics cantam slogans durante um protesto contra os níveis de compensação da empresa antes de uma longa greve planejada em frente à fábrica de semicondutores da Samsung Electronics em Pyeongtaek, Coreia do Sul, em 23 de abril de 2026 REUTERS/Kim Hong-Ji
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  • O sindicato sul-coreano da Samsung Electronics manteve o plano de greve de dezoito dias, com início em dezoito dias a partir de vinte e um de maio, mesmo após a Samsung propor retomar as negociações salariais.
  • A reação do mercado foi de queda nas ações, com desvalorização de até nove vírgula três por cento após a proposta de negociações.
  • As negociações mediadas pelo governo sobre pagamento e bônus fracassaram nesta semana, aumentando as preocupações sobre o impacto na produção.
  • O governo sul-coreano convocou nova rodada de mediação para sábado, tentando evitar a greve, que pode afetar a maior fabricante mundial de memória.
  • Estima-se que a greve possa custar até vinte bilhões de dólares, segundo analistas, e o JPMorgan aponta impactos significativos no lucro operacional e nas vendas.

O sindicato sul-coreano da Samsung Electronics informou nesta sexta-feira que mantém o plano de greve prevista para começar na próxima semana, mesmo após a Samsung propor retomar as negociações salariais. A medida fez as ações da empresa recuarem até 9,3%.

As negociações mediadas pelo governo entre o sindicato e a Samsung, sobre salários e bônus, fracassaram nesta semana. O sindicato confirmou que está aberto a novas conversas após 7 de junho, mantendo a greve de 18 dias a partir de 21 de maio, que pode interromper a produção.

Executivos da Samsung teriam ido ao campus da empresa em Pyeongtaek para conversar com o líder sindical, em meio a apelos do governo para que as partes retomem o diálogo. A direção pediu desculpas pela discórdia e prometeu manter uma postura aberta nas negociações.

Negociações e greve

Analistas destacam que a incerteza sobre a produção pesa sobre as ações e sobre a capacidade da Samsung de atender aos clientes. A queda no preço das ações refletiu temores com entregas e com a participação de rivais no cenário de mercado.

O custo estimado de uma greve foi divulgado pela imprensa: até US$ 20 bilhões. O governo sul-coreano convocou nova rodada de negociações mediadas para este sábado, buscando evitar a interrupção.

Perspectivas e impactos

O sindicato já havia dito que não aceitaria propostas sem detalhamento, o que contribuiu para a tensão. Autoridades já sinalizam que uma mediação de emergência pode ocorrer se a situação não evoluir, embora a Presidência ainda não tenha acionado esse mecanismo.

O JPMorgan fala em impacto potencial maior do que o previsto, com perdas de lucro operacional entre 21 trilhões e 31 trilhões de won (US$ 14,08 bilhões a US$ 20,79 bilhões) e quedas de vendas de cerca de 4,5 trilhões de won. As ações da Samsung fecharam em queda de 8,6%.

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