- Associações da cogeração pedem aos deputados que retomem a proposta de prorrogar, de forma temporária, a vida útil de mais de 100 plantas industriais para operar além do prazo regulatório.
- A medida seria incluída na nova lei de direitos de emissão de CO₂, que regula o comércio de emissões; o governo retirou a texto no ano passado e agora reaparece.
- A ideia visa manter operação de plantas até 2031, permitindo continuidade de investimentos e participação nas subastas de cogeração previstas para junho, de cerca de 1,2 mil megawatts.
- A proposta ressalta impacto potencial em mais de cem setores e regiões, com destaque para oliva, suinocultura e valorização de resíduos, além de assegurar apoio técnico ao sistema elétrico.
- O objetivo é evitar o fechamento de plantas e reduzir riscos de desabastecimento, mantendo controles já existentes e critérios de eficiência energética, até que novas plantas entrem em operação.
Las asociaciones de cogeneración enviaram ao Congresso uma proposta conjunta para reinserir na lei de direitos de emissão de CO2 uma disposição que permita a prorrogação temporária da operação de determinadas instalações industriais que atingiram ou alcançarão em breve sua vida útil regulatória.
A iniciativa envolve Acogen, Cogen España, ADAP, ANEO e Aeversu. A ideia é recuperar uma solução já prevista na tramitação anterior do projeto, que teve apoio de quase todos os grupos, antes da retirada do governo no ano passado. A proposta mira uma janela transitória até que novas subastas de cogeração sejam estabelecidas.
A medida antecipa benefícios a mais de 100 indústrias distribuídas pelo país, com foco especial no olival, setor pecuário e valorização de resíduos. O objetivo é acompanhar um novo ciclo de investimentos em cogeração, mantendo a atividade industrial durante a transição.
A reativação ocorre em meio ao planejamento de subastas de 1.200 MW previstas para junho, que devem estimular investimentos superiores a 1,3 bilhão de euros. A proposta permitiria a continuidade de operação de plantas cuja vida útil regulatória tenha expirado até 2031.
Segundo as patronais, a medida não é uma abertura de novo debate, mas a retomada de uma solução já apoiada politicamente. O movimento é visto como ferramenta para evitar deterioração adicional do parque cogenerador enquanto ocorrem as mudanças no regime de energia.
A organização afirma que a recuperação prevista contribuiria para a estabilidade do sistema elétrico, com maior controle de tensão e frequência. Sem a medida, o setor alerta que diversos equipamentos poderiam fechar as portas nos próximos anos, agravando a oferta de energia.
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