- A guerra entre Irã e Estados Unidos aumenta a volatilidade e eleva o prêmio de risco para ativos de risco; alguns veem a situação como oportunidade para turbinar rendimentos, enquanto outros enfatizam proteção.
- Tales Barros, da W1 Capital, afirma que a volatilidade é sinal de incerteza e exige conhecimento ou bom assessoramento para não perder dinheiro.
- No Brasil, as bolsas tiveram queda moderada desde o início do conflito; Ibovespa subiu 15,54% no ano e o SMLL avançou 1,61%, com small caps mais descontadas e balanços sólidos atraentes.
- Em renda fixa, títulos públicos atrelados à inflação com vencimentos intermediários e longos são os mais atrativos para quem assume mais risco, já que prazos maiores ampliam oscilações e potencial de retorno.
- No crédito privado há viés negativo, mas há prêmio recente mesmo em títulos high grade; FIIs de papel ou híbridos estão com desconto, e pode haver oportunidades ao aumentar a exposição em dólar, além de ETFs de emergentes, tecnologia e petróleo/energia nos EUA.
A guerra entre Irã e Estados Unidos segue gerando volatilidade nos mercados, com prêmios de risco aumentando para ativos de maior risco. Investidores, de institucionais a pessoas físicas, buscam proteção, mas alguns veem oportunidades para turbinar rendimentos.
Tales Barros, líder de renda variável da W1 Capital, alerta que a volatilidade reflete incerteza e pode punir quem não sabe o que faz. A recomendação é entender bem o mercado ou contar com assessoria qualificada.
João Arthur, diretor de investimentos da Suno Consultoria, aponta que as bolsas caíram pouco desde o início do conflito, o que reduz o leque de opções para quem busca alto risco. O cenário atual favorece quem tem disciplina de gestão.
Oportunidades na bolsa
A bolsa brasileira mantém prêmio de risco após a correção recente, segundo Arthur. Empresas de menor capitalização ainda aparecem descontadas frente às grandes empresas, oferecendo potencial, desde que consistentes nos balanços.
Barros também vê oportunidades nas small caps, que ficaram defasadas no paralelo ao Ibovespa. Enquanto o índice amplo sobe, esse segmento pode apresentar ganhos maiores com a queda da Selic caso se confirme.
Renda fixa e crédito
Entre os títulos públicos, os NTN-B com vencimentos médios e longos aparecem como opções mais atrativas para quem assume risco. O comportamento devidos prazos amplifica oscilações e o possível retorno.
No crédito privado, o humor é de cautela: o responsável pela Suno aponta que a visão de retorno excedente não compensa o risco atual. Já a W1 destaca que eventos recentes elevam o prêmio até mesmo em títulos de boa qualidade.
Fundos e dólar
FIIs, especialmente os de papel ou híbridos, aparecem com desconto relevante, segundo Barros. O cenário também favorece aumentar a exposição ao dólar, com a moeda próxima de R$ 5.
ETFs de países emergentes e ações de tecnologia, petróleo e energia dos EUA aparecem como apostas convenientes no momento, segundo as leituras de especialistas ouvidos. A diversificação é citada como estratégia para navegar a volatilidade.
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