- Exportações brasileiras de sucata de alumínio cresceram 51% nos últimos cinco anos, de 28 mil toneladas em 2020 para 42,4 mil toneladas em 2025.
- Em relação a 2010, o aumento é de cerca de 2.152%; China tornou-se a principal compradora do material.
- A demanda interna não consegue suprir todo o consumo, e as importações de sucata também cresceram, chegando a 181,3 mil toneladas em 2025.
- O setor é dividido: parte defende taxas ou medidas para restringir exportações; outra parte apoia o livre comércio.
- A indústria brasileira de reciclagem aponta impactos, como fechamento de centros de coleta e queda de participação de empresas na compra de sucata, enquanto o Ministério da Indústria analisa propostas de taxação das exportações.
A Exportação brasileira de sucata de alumínio segue em alta, pressionando o segmento de reciclagem no país. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços indicam alta de 51% no peso exportado entre 2020 e 2025, de 28 mil para 42,4 mil toneladas. Em termos históricos, o crescimento desde 2010 chega a mais de 2 mil por cento.
A maior demanda vem da China, que tem aumentado a compra de sucata para sustentar a produção de alumínio a partir de material reciclado. O cenário externo se intensifica em meio ao esforço global de reduzir emissões associadas ao alumínio primário, processado a partir de bauxita.
Dentro do Brasil, a oferta de resíduos domésticos, sobretudo latinhas, não basta para atender o mercado interno, e as importações também cresceram, passando de 140,5 mil toneladas em 2020 para 181,3 mil toneladas em 2025. A balança entre entradas e saídas preocupa parte do setor.
Posicionamentos do setor
Abal defende medidas para restringir temporariamente as exportações, citando controles adotados por dezenas de países e a necessidade de preservar a cadeia de reciclagem nacional. A instituição afirma que o equilíbrio entre indústria, catadores e comércio externo está desequilibrado.
O Instituto Nacional da Reciclagem ressalta que o Brasil já exporta mais do que recebe internamente, porém o processamento da sucata no país tem crescido, com recorde de 912,6 mil toneladas em 2024, ante 2010. A visão é de que o livre comércio pode valorizar o insumo, mas não impede ajustes.
A Novelis, gigante do setor, indica queda na participação de compra de latinhas no Brasil entre 2024 e 2025, e relata fechamento de um centro de coleta em Juiz de Fora devido à escassez de material. A empresa reforça a importância de políticas que promovam a economia circular local.
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