- No Bradesco, agentes inteligentes atuam junto de equipes humanas em rearchitecture, replatform, geração automatizada de documentação técnica e otimização de recursos computacionais, formando squads virtuais de IA.
- Na prática, a IA não apenas acelera etapas, mas coordena toda a jornada de desenvolvimento, com planejamento, validação e evidências ao longo do processo.
- Plataformas internas de multiagentes organizam equipes híbridas, mantendo o humano no controle de decisões críticas e elevando qualidade, segurança e governança.
- Um estudo da Capgemini mostra adoção ainda desigual: menos de vinte por cento têm maturidade adequada de dados e infraestrutura; até 2028, espera-se que agentes atuem como membros de times humanos, destacando desafio estrutural e de governança.
- No Bradesco, a iniciativa já resulta em cerca de trinta por cento de produtividade em modernização, e o debate atual envolve limites de autonomia, supervisão e trilhas de auditoria para assegurar confiança operacional.
No Bradesco, agentes inteligentes operam ao lado de equipes humanas em iniciativas de rearchitecture, replatform, geração automatizada de documentação técnica e otimização de recursos computacionais. A iniciativa busca ir além da automação, organizando o trabalho de forma inteligente e com contexto.
A primeira onda da IA no setor financeiro privilegiou a eliminação de atritos e a agilidade de atendimento. Hoje, a visão é diferente: a IA deve coordenar a jornada de ponta a ponta, não apenas acelerar uma etapa. Em projetos como a BIA Tech, surgem squads virtuais de IA compostos por agentes especializados que planejam e executam tarefas com evidências ao longo do caminho.
Essa transformação envolve modelos de equipes híbridas, em que humanos mantêm o controle sobre decisões críticas. Agentes interpretam código, propõem refatorações, geram testes, revisam padrões e preparam documentação. O objetivo é uma arquitetura de trabalho com regras, validações e rastreabilidade claras.
O modelo de multiagentes
Plataformas internas coordenam agentes especializados para formar squads virtuais. A ideia é que a IA não apenas auxilie, mas orquestre o ciclo completo de desenvolvimento e operação, elevando eficiência e qualidade. A adoção ainda varia entre empresas, com muitos casos em pilotos e fases de exploração.
Estudos indicam que, até 2028, parte relevante das organizações terá IA integrada a times humanos. O desafio não é apenas tecnológico, mas estrutural e de governança, com a necessidade de regras de interação, trilhas de auditoria e limites operacionais para cada agente.
Por que é relevante para finanças
O setor exige inovação aliada a controles rigorosos para evitar custos de indisponibilidade, fraude ou não conformidade. A modernização tecnológica deve atuar sobre ativos críticos, com alto volume e impacto direto na entrega. A prática tende a prosperar na engenharia de software e na atualização de sistemas legados.
No Bradesco, a estratégia de multiagentes já apresenta resultados. Há ganhos de produtividade na modernização de processos, mantendo padrões de qualidade e governança. A organização afirma que os agentes, ao trabalharem com equipes humanas, ajudam a estruturar tarefas repetitivas e complexas com maior previsibilidade.
Confiança e governança
O benefício não é apenas velocidade: é a confiança operacional. A consistência de padrões, a validação separada das propostas, o rigôr de testes e a rastreabilidade das decisões fortalecem a governança. A segurança by design permanece integrada ao pipeline desde o início.
A prática de orquestrar múltiplos agentes evita que a automação vire apenas soma de prompts. Em ambientes críticos, a supervisão humana continua essencial, especialmente em decisões de maior impacto. A governança robusta é condição para escalar a IA em operações financeiras.
Daniel Falbi é CIO Tech do Bradesco
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