Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Inovadores do Douro retornam e trazem a próxima geração

Quatro produtores do Douro revisitam liderança e identidade, buscando preservar o legado enquanto renovam vinhos, turismo e mercados em meio a mudanças rápidas

Quinta do Crasto’s dramatic location on the right bank of the Douro
0:00
Carregando...
0:00
  • Em dois mil e três, cinco grandes produtores criaram o Douro Boys: Quinta do Crasto, Niepoort, Quinta do Vale Meão, Quinta do Vallado e Van Zellers & Co, impulsionando o Douro como região de vinhos finos.
  • Em dois mil e vinte e quatro, Cristiano Van Zeller deixou a liderança para se dedicar à Van Zeller & Co’s XIX Rare Port Collection.
  • Daniel Niepoort assume a Niepoort Wines, priorizando consolidação de equipes, parcerias com produtores e adoção de práticas biodinâmicas para devolver o “toque Douro” aos vinhos.
  • Em Vale Meão, os irmãos Jaime, Francisco (Xito) e Luísa Olazabal assumem a gestão após a morte do pai, Vito, em setembro de dois mil e vinte e cinco, buscando definir o estilo de cada parcela.
  • Os quatro produtores restantes buscam preservar a essência do Douro, equilibrar elegância e rusticidade, ampliar turismo vínico e abrir novos mercados, enfrentando mercados voláteis, falta de mão de obra e mudanças de comportamento do consumidor.

Nos Douro Boys, o grupo de cinco produtores de destaque, retorna com uma nova geração à frente. O movimento que começou em 2003 buscou renovar a região, inspirando-se nos Barolo Boys de Piemonte. O tempo trouxe mudanças e reorientação de estratégias.

Essa renovação inclui a saída de Cristiano Van Zeller em 2024 para dedicar-se à XIX Rare Port Collection. Os demais membros reocupam seus papéis, revisitam modelos de negócio e enfrentam desafios como mercados voláteis e mudanças climáticas.

A nova geração mira um Douro mais equilibrado entre a elegância e a rusticidade. O foco está em ressaltar tanto vinhos fortificados quanto brancos e tintos de mesa, preservando a identidade de cada casa e buscando maior sustentabilidade.

Crasto: continuidade com renovação

Miguel Roquette e Tomás Roquette mantêm o foco na vinha como raiz do terroir. A equipe técnica lidera com Cátia Barbeta, Tiago Nogueira e Manuel Lobo, cuja atuação inclui o projeto PatGenVineyard para mapeamento genético de vinhas centenárias.

A preservação de vinhas antigas é prioridade. O uso de dados georreferenciados ajuda a proteger variedades históricas como parte de uma estratégia de longo prazo para a expressão do Douro.

Além das vinhas, Crasto planeja ampliar o turismo de vinho. A dupla quer explorar novas fontes de receita com visitas e experiências, mantendo o equilíbrio entre produção e hospitalidade.

Niepoort: transição com foco na equipe

Daniel Niepoort assume a liderança com a meta de consolidar equipes e produtores locais, em vez de expandir amplas linhas de produtos. A ideia é manter o caráter técnico e humano da quantia.

Harmonia entre práticas modernas e tradição alimenta a estratégia. Planos incluem introduzir práticas biodinâmicas e poda suave em escala, fortalecendo a identidade Douro com um diferencial técnico.

O relacionamento com comunidades de produtores continua central. A gestão passa a valorizar o capital humano, a coesão das equipes e a confiança mútua com os viticultores.

Vale Meão: liderança compartilhada após a perda de Vito

Jaime, Francisco (Xito) e Luísa Olazabal assumem a gestão após o falecimento de Vito Olazabal. O trio preserva o legado da casa enquanto ajusta as práticas ao novo contexto familiar.

A geologia singular do vale, com combinação de xisto, granito e sedimentos à beira do Douro, orienta as decisões de vinificação. Xito diretoria o vinho com foco na definição por parcela, aliado a consultoria de Vale Meão.

O desafio emocional de administrar a empresa em conjunto impulsiona a motivação. Os irmãos deixam claro o objetivo de produzir vinhos que transmitam a singularidade do lugar.

Vallado: continuidade familiar com aposta em turismo

Quinta do Vallado, controlada pela família Ferreira, reforça atuação em turismo de vinhos desde 2005. João Roquette cuida de marketing e exportação, enquanto Francisco Ferreira lidera vinhedos e cellar.

A casa mantém uma identidade de estilo próprio para Vinhos Douro DOC, em evolução contínua. A nova adega, inaugurada em 2009, consolida o conceito de hospitalidade alinhado ao terroir.

A visão é conhecer melhor o Douro, entendendo o DOC para vinhos não fortificados desde 1979. A empresa valoriza vinhas antigas e variedades tradicionais, com perfis genéticos estudados para orientar plantios.

Olhos no futuro

Os Douro Boys mantêm o objetivo comum de preservar o caráter do Douro e ampliar a presença de seus vinhos no mercado global. A renovação busca equilíbrio entre tradição, inovação e sustentabilidade.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais