- A USA Rare Earth fechou quatro negócios em menos de um ano, totalizando investimentos de US$ 3 bilhões, incluindo a aquisição de uma fabricante de metais e de uma mina no Brasil.
- A empresa recebeu financiamento de US$ 1,6 bilhão do governo dos EUA neste ano para financiar uma mina no Texas e uma fábrica de ímãs em Oklahoma.
- Os EUA buscam reduzir a dependência da China no setor de terras raras, usadas em ímãs permanentes de veículos elétricos, aeronaves, turbinas e telefones.
- Investidores ocidentais aceleram a formação de cadeias integradas da mina ao ímã, com foco em ampliar processamento e produção.
- A Serra Verde, no Brasil, está entre as aquisições recentes, com acordos que incluem preço mínimo garantido por quinze anos para parte da produção.
A corrida por ativos de terras raras ganha ritmo com investimentos de cerca de US$ 3 bilhões em território americano. A iniciativa ocorre em meio a pressões governamentais para reduzir a dependência da China no setor. A pauta envolve mineração, processamento e produção de ímãs usados em veículos elétricos, aeronaves e turbinas.
A USA Rare Earth fechou quatro negócios em menos de um ano, incluindo a aquisição de uma processadora de metais e uma mina no Brasil. A empresa também assegurou financiamento de US$ 1,6 bilhão do governo dos EUA para apoiar uma mina no Texas e uma fábrica de ímãs em Oklahoma. O movimento é parte de uma estratégia ocidental para consolidar a cadeia de suprimentos.
Investimentos e operações no Brasil
A aquisição da Serra Verde, que opera uma mina e uma planta de processamento no Brasil, integra a estratégia da companhia. Um acordo com o governo americano prevê preço mínimo garantido para parte da produção por 15 anos, reduzindo o risco para o grupo. A transação envolve também participação na processadora francesa Carester.
Panorama setorial e impactos
Além da Serra Verde, a USA Rare Earth confirmou planos de comprar outras empresas e ampliar operações fora dos EUA, incluindo ativos na Austrália e no Reino Unido. Analistas veem a necessidade de investimentos em minas, processamento e fabricação de ímãs para reduzir vulnerabilidades frente à China.
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