- A Itália oferece um imposto fixo sobre toda a renda estrangeira, com teto máximo de 300 mil euros, tornando a residência fiscal mais previsível para quem tem alto patrimônio.
- Não há imposto sobre herança para propriedades até 1 milhão de euros; acima desse valor, a alíquota é de 4%, o que contrasta com as taxas mais altas na França.
- Não existe imposto sobre a propriedade na residência principal na Itália, e há isenção para compra de imóvel pela primeira vez; no entanto, há custos de coleta de lixo.
- Muitos estrangeiros, especialmente franceses, britânicos e pessoas com grande riqueza, consideram mudar para a Itália pelos benefícios fiscais e pela qualidade de vida, embora ainda haja planejamento cuidadoso envolvido para a mudança.
- Cidadãos americanos continuam tributados sobre a renda mundial, o que reduz o ganho relativo em comparação com outros residentes; há relatos de interesse entre elites financeiras de outros países, mas as mudanças ainda são predominantemente em fase de avaliação.
A Itália está ganhando espaço entre ultrarricos estrangeiros devido aos seus incentivos fiscais. A mudança ocorre em meio a distúrbios no Golfo e busca por maior estabilidade tributária, beleza e qualidade de vida, segundo relatos de residentes recentes.
Entre os interessados, destacam-se cidadãos de fora da França, especialmente do Oriente Médio, que veem na residência italiana vantagens como um imposto anual fixo sobre toda a renda estrangeira, sem variação pelo montante ganho no exterior. O apelo também envolve benefícios adicionais ao adquirir imóvel pela primeira vez.
Um francês, que prefere manter o anonimato, descreve a decisão de morar em Roma e tornar-se residente italiano. Ele vendeu a empresa de TI há oito anos e aponta que, na prática, evita impostos elevados sem abrir mão de serviços públicos de qualidade. Em Paris, ele afirma que as taxas cartorárias francesas pesam mais para quem investe em imóveis.
Como funciona o regime italiano
Na Itália, o imposto de renda tem limite máximo fixo, independentemente do rendimento, estimado em 300 mil euros atualmente. Antes, esse teto variava entre 100 mil e 300 mil euros. Assim, quem paga grandes somas na França pode achar a Itália mais previsível.
Quem compra imóvel pela primeira vez no país pode usufruir de isenções, ao contrário da França, onde há cobrança de impostos sobre patrimônio que pode atingir ativos financeiros. Além disso, não há imposto sobre herança para imóveis até 1 milhão de euros, com alíquota de 4% acima desse valor.
A ausência de imposto sobre propriedade de residência principal, como ocorre na França, é citada como outra vantagem. Contudo, há taxas municipais, como a de coleta de lixo, que continuam em vigor.
Perspectivas e impactos
O teto de imposto de renda na Itália já teve variações históricas, tendo passado por níveis de 100 mil a 200 mil euros, antes de chegar aos 300 mil euros. Para pessoas que chegam a pagar milhões na França, a Itália oferece atratividade econômica clara.
Analistas consultados destacam que a mudança depende de planejamento empresarial amplo, incluindo a reorganização de sede de negócios para quem atua em setores financeiros. No momento, o movimento é mais de direito de sondagem do que de migração efetiva.
Alguns profissionais acreditam que a atratividade italiana pode aumentar à medida que a instabilidade fiscal na França persista. Outros alertam que mudanças políticas futuras podem alterar as vantagens atuais, o que eleva a cautela entre possíveis migrantes.
No Golfo e nos Emirados Árabes, a permanência de regimes de isenção fiscal dificulta a decisão de abandonar tais políticas, o que torna a transição um processo complexo. Mesmo com ganhos significativos, a adaptação administrativa é citada como desafio para quem planeja mudar de país.
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