- Juros pagos pelo Tesouro subiram após a divulgação de mensagens entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, com títulos IPCA + juros;, exemplo, o papel com vencimento em 2032 passou de IPCA + 7,63% para IPCA + 7,86%.
- O dólar subiu de R$ 4,91 para R$ 5,06 e a bolsa caiu, indo de 180.300 para 177.200 pontos no período.
- Investidores associam a continuidade de Lula ao aumento de gastos públicos e inflação; a possibilidade de queda da candidatura de Flávio é vista como fator de incerteza para o mercado.
- A dívida pública bruta chegou a 80,1% do PIB, com R$ 10,4 trilhões a refinanciar; o mercado avalia o impacto de gastos adicionais para este ano, estimados em R$ 144 bilhões.
- Há expectativa de que, sob Flávio, possa haver ajuste fiscal maior, incluindo medidas como desvinculação de reajustes reais do salário mínimo e mudanças em gastos com saúde e educação, embora ainda sem definição oficial.
Os juros pagos pelo Tesouro Nacional aumentaram após a divulgação de mensagens entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, ligadas ao financiamento do filme Dark Horse. O movimento atingiu títulos atrelados ao IPCA mais juros fixos de longo prazo, iniciando na quarta-feira e se intensificando na sexta-feira.
Títulos com vencimento em 2032 passaram de IPCA + 7,63% a.a. na terça para IPCA + 7,86% a.a. na sexta. A alta de remuneração ocorreu em meio à revelação de diálogos sobre financiamento do filme Azarão. Demais papéis acompanharam a tendência de alta.
Essa elevação reflete a percepção de risco associada à candidatura de Flávio Bolsonaro e ao possível retorno de Lula ao poder, segundo analistas. O mercado teme maior gasto público, inflação e juros mais altos no cenário de continuidade ou mudança de governo.
Contexto de financiamento público
O dólar subiu de R$ 4,91 para R$ 5,06 entre o dia anterior ao caso Dark Horse e sexta-feira, e a bolsa caiu de 180,3 mil pontos para 177,2 mil no período. Investidores passaram a precificar maior necessidade de juros para financiar o déficit.
Em abril, pesquisa mostrou Flávio numericamente à frente de Lula no segundo turno, o que influenciou o humor do mercado. Naquele mês, juros de papéis similares caíram para 7,43% a.a. mais IPCA, uma das menores taxas do ano.
Perspectivas macroeconômicas
Especialistas destacam que o mercado avalia o provável rumo fiscal. O governo atual, sob Lula, tem sido visto como com gasto público elevado e trajetória de dívida em alta, o que pressiona juros. A dívida bruta do país fica em torno de 80% do PIB, com refinanciamento de R$ 10,4 trilhões a vencer.
Alguns técnicos citam que políticas para reequilibrar as contas podem exigir ajustes significativos no curto prazo. Entre propostas associadas a Flávio, são mencionadas medidas para contenção de gastos com ajuste fiscal próximo a 2% do PIB, embora o próprio programa afirme não ter definição final.
Observações finais
A volatilidade observada nos mercados reflete incertezas sobre o roteiro fiscal futuro e os impactos da agenda eleitoral. Reportes apontam que o mercado continua atento a sinais de teto de gastos, reformas e privatizações propostas por diferentes caminhos políticos. Acompanhar mudanças na política econômica permanecerá central para o humor dos ativos públicos.
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