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Maioria do patrimônio não virá da rentabilidade, aponta estudo

A regularidade dos aportes supera a busca por rentabilidade extrema na construção de patrimônio de longo prazo

Homem calvo de costas, vestindo colete escuro e camisa branca, observa atentamente várias telas com gráficos e tabelas financeiras coloridas em ambiente de trabalho.
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  • A maior parte do patrimônio nasce da disciplina de fazer aportes regulares, não apenas da rentabilidade da carteira.
  • Exemplo: para chegar a 1 milhão em 20 anos com rentabilidade real de 5% ao ano, seria preciso investir cerca de R$ 2.500 por mês.
  • Aumentar o retorno buscando mais risco resulta em ganho menor do que o aumento de aportes.
  • Em 20 anos, aproximadamente 60% do patrimônio veio dos aportes ao longo do tempo, e cerca de 40% da rentabilidade.
  • A mensagem central é que consistência nos aportes, especialmente nos meses difíceis, costuma ser o principal motor de riqueza no longo prazo.

O que tende a multiplicar o patrimônio a longo prazo não é apenas buscar rentabilidades elevadas, mas manter aportes regulares. O artigo destaca que o hábito de poupar de forma disciplinada costuma ser o principal motor da riqueza ao longo de décadas.

O texto sustenta que muitos investidores dedicam energia excessiva a aumentar a rentabilidade da carteira, ignorando a força dos aportes constantes. Disciplina financeira costuma ficar de fora das conversas comuns, mas tem papel decisivo na acumulação de riqueza.

Vamos às contas para ilustrar. Suponha um investidor que pretende chegar a 1 milhão de reais em 20 anos, com rentabilidade real líquida de 5% ao ano. Seria necessário investir cerca de 2.500 reais mensais, corrigidos pela inflação.

Uma rentabilidade maior, por exemplo IPCA mais 7,7% antes dos impostos, exigiria assumir mais risco e volatilidade. Em 20 anos, esse cenário ainda implicaria ganhos superiores ao CDI, porém de forma menos eficiente que o aumento dos aportes.

Ao comparar cenários, elevar apenas os aportes mensais em 10%, de 2.500 para 2.750 reais, tende a produzir ganho patrimonial equivalente ao ganho adicional obtido ao assumir mais risco. O texto aponta essa relação como lição central.

Dados apresentados indicam que, ao final de 20 anos, aproximadamente 60% do patrimônio vem dos aportes feitos ao longo do tempo, enquanto cerca de 40% resulta da rentabilidade. O efeito dos aportes supera o impacto de variações de retorno.

Nos primeiros anos, os juros compostos ainda não atuam com força, e o dinheiro novo entra como principal motor da carteira. Somente com o tempo os rendimentos passam a acelerar o crescimento.

Diante disso, o texto aponta que o erro comportamental mais comum é buscar riqueza pela emoção de encontrar ativos perfeitos, em vez de manter a constância nos aportes. A construção patrimonial tende a ser menos glamourosa, porém mais estável.

Não há conclusão ou opinião alheia. O material reforça que, para muitos investidores, a verdadeira transformação acontece pela disciplina de investir regularmente, não pela genialidade de escolhas únicas de investimento.

O autor, Michael Viriato, é planejador patrimonial e sócio-fundador da Casa do Investidor, conforme o material de referência.

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