- A Selfit faturou 448 milhões de reais em 2025, alta de 36% frente a 2024, com 183 unidades, das quais mais de 80% ficam no Nordeste.
- A meta para 2026 é chegar a 250 academias, com 50 franquias e 200 lojas próprias até dezembro do ano.
- A rede foi criada em 2012 em Salvador; recebeu aporte da H.I.G. Capital em 2015 e passou a acelerar a expansão via franquias a partir de 2023, após a pandemia.
- A estratégia de franquias mira cidades pequenas e médias do Norte e Nordeste, onde a penetração de academias é baixa, mantendo a região como “cozinha” da operação.
- Desafios incluem combater o sedentarismo, manter NPS acima de 70 pontos e lidar com custos altos de implantação, estimados entre 3,5 milhões e 4 milhões de reais por loja.
A Selfit Academias encerrou 2025 com receita de 448 milhões de reais, alta de 36% frente a 2024. A rede opera em 183 unidades, entre lojas próprias e franquias, com mais de 80% concentradas no Nordeste. O foco é ampliar a atuação em cidades menores e médias da região.
A expansão é comandada pelos pernambucanos Nelson Lins e Leonardo Pereira, fundadores, e pelo CEO Fernando Menezes. A empresa vem abrindo unidades em cidades com 60 mil a 150 mil habitantes, como Garanhuns, Serra Talhada, Petrolina, Santa Cruz do Capibaribe e Camaragibe.
A estratégia inclui a adoção de franquias para acelerar o crescimento. Em 2023 eram 13 franquias; em 2024, 23; em 2025, 37. A meta para 2026 é chegar a 50 franquias e abrir 200 lojas próprias, totalizando 250 unidades.
A difusão pelo interior busca reforçar a presença em regiões com baixa penetração de academias. Dados internos apontam que capitais do Norte e Nordeste apresentam menor participação de pessoas matriculadas em academias em comparação a Sudeste.
Segundo Menezes, a demanda já existe e a oferta pode estimular a adesão de moradores que hoje passam longos períodos no sofá. O objetivo é elevar o volume de clientes para diluir custos fixos por unidade, mantendo qualidade de serviço.
A rede mantém o conceito de high value low price, oferecendo infraestrutura premium a preços competitivos, com equipamentos de marcas internacionais. O investimento médio por loja fica entre 3,5 e 4 milhões de reais, grande parte destinada a máquinas.
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