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Crise energética no Irã entra em nova fase com pico do verão

Com o verão se aproxima, queda de estoques eleva riscos; medidas de emergência aumentam, com possível alta acentuada do petróleo diante do conflito no Oriente Médio e do (estreito de Ormuz) bloqueio

Navios na costa de Musandam, em Oman, próximo ao estreito de Hormuz
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  • Quase oitenta países adotaram medidas de emergência para proteger economias diante da crise energética ligada ao conflito no Irã, com o verão chegando no hemisfério norte.
  • Operadores alertam que o petróleo pode subir caso o petróleo no Golfo Pérsico permaneça bloqueado no Estreito de Ormuz; projeção de analistas aponta Brent em até US$ 180 o barril em cenário extremo.
  • A demanda pressiona oferta de petróleo, gasolina, diesel e combustível de aviação, em meio a queda recorde de estoques globais e uso de reservas estratégicas pelos governos.
  • A AIE aponta aumento do número de países em medidas de emergência de 55 para 76; estoques já caíram cerca de 380 milhões de barris desde o início do conflito.
  • Tendência aponta que, no curto prazo, o Brent pode recuar abaixo de US$ 100 conforme a normalização da oferta, mas houveria risco de desabastecimento e recessão se o Estreito de Ormuz permanecer fechado.

Quase 80 países adotaram medidas de emergência para proteger economias diante da crise energética global causada pelo conflito no Irã. O alerta vem conforme o verão se aproxima e a demanda por energia aumenta em várias regiões.

A queda nos estoques de petróleo, alimentada pela demanda de ar-condicionado e viagens no hemisfério norte, pressiona o mercado. Operadores apontam risco de subida acentuada dos preços se o Estreito de Ormuz permanecer bloqueado.

A agência de energia afirma que o consumo supera a produção desde o início do conflito. Entre março e junho, o consumo deve ficar 6 milhões de barris por dia acima da produção, estimam analistas.

Austrália anuncia aporte de 10 bilhões de dólares para ampliar estoques de combustível e fertilizantes. França ajusta o escopo do apoio estatal à economia. A Índia orienta a população a reduzir compras de ouro e viagens para preservar reservas.

Panorama global

A AIE elevou de 55 para 76 o número de países com medidas de emergência. Economistas alertam para risco de racionamento, paralisações industriais e desaceleração mundial caso o Ormuz não seja reaberto.

A Petrobras e outras grandes refinarias procuram manter volumes mínimos operacionais para evitar danos estruturais. A demanda por derivados como gasolina, diesel e combustível de aviação já mostra pressão.

Cenários e impactos

O preço do Brent ultrapassa US$ 105 por barril, ainda abaixo do recorde histórico acima de US$ 140, registrado há 18 anos. Analistas apontam que a oferta pode normalizar, com o Brent recuando abaixo de US$ 100 em breve.

Países em desenvolvimento enfrentam desabastecimento parcial. Paquistão, Sri Lanka e Filipinas já adotaram semanas de trabalho reduzidas para conter custos energéticos.

Perspectivas

Especialistas avaliam que as reservas estratégicas devem, em princípio, cobrir a diferença entre consumo e produção até julho. Estocagem adicional depende da evolução do conflito e da reabertura de rotas no Golfo.

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