- O preço do petróleo subiu com as tensões entre EUA e Irã: Brent em US$ 111,31 por barril (+ 1,9%) e WTI em US$ 107,83 por barril (+ 2,3%).
- Às 7h17, os contratos futuros continuavam em alta: Brent a US$ 110,25 e WTI a US$ 102,29 por barril.
- Trump afirmou, em rede social após conversa com o premiê de Israel, que o Irã precisa agir rápido ou “não sobrará nada”, elevando o temor de escalada.
- O estreito de Ormuz permanece principalmente fechado e os EUA mantêm bloqueio a portos iranianos; ataque de drone a usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos intensificou a tensão.
- O cenário elevou a expectativa de inflação, derrubou bolsas globais e levou a alta nos rendimentos de títulos (10 anos dos EUA em cerca de 4,63%; Japão, 2,8%), com o dólar firme e o euro em US$ 1,1626.
O preço do petróleo caiu? Não. Nesta segunda-feira, houve alta acentuada impulsionada por um alerta do presidente dos EUA, Donald Trump, de que o tempo está correndo para o Irã, enquanto negociações com Teerã estagnaram. A guerra no Oriente Médio influencia o mercado de energia.
O Brent, referência internacional, subiu 1,9% e chegou a US$ 111,31 por barril. O patamar representa grande valorização desde o fim de fevereiro, anterior ao início do conflito com o Irã, quando operava próximo de US$ 70.
Nos Estados Unidos, o WTI avançou 2,3%, para US$ 107,83 por barril. Por volta das 7h17, as cotações futuras mostravam alta: Brent a US$ 110,25 e WTI a US$ 102,29 por barril.
A escalada ocorre diante de sinais de tensão global. Trump escreveu em rede social, após falar com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que o Irã precisa agir rápido, sob risco de perder tudo. O tom aumenta a apreensão.
O mercado segue atento ao fluxo global de energia. O Estreito de Ormuz permanece majoritariamente fechado e os EUA mantêm bloqueio marítimo aos portos iranianos desde o mês anterior. No fim de semana, houve ataque de drone a uma usina nuclear nos Emirados.
Pesquisadores do ING destacaram que os riscos de nova escalada crescem, refletindo a ausência de resultados concretos após a cúpula entre Trump e Xi Jinping. A China sinalizou disposição de ajudar, mas sem clareza sobre ferramentas de influência.
Mudanças de tema
A alta do petróleo elevou as expectativas de inflação e pressionou os mercados globais. A maior parte das ações na Ásia recuou, enquanto os rendimentos de títulos subiram consideravelmente.
No mercado de renda fixa, o rendimento dos Treasuries de 10 anos dos EUA subiu para cerca de 4,63%, acima da leitura anterior. No Japão, o rendimento de 10 anos também subiu, para 2,8%, o nível mais alto desde o fim dos anos 1990.
No câmbio, o dólar ganhou força, chegando a 159,02 ienes. O euro operou estável, em torno de US$ 1,1626.
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