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Planta líder de reciclagem América Latina usa IA para ampliar escala no Brasil

Maior planta de reciclagem da América Latina, em Guarulhos, usa IA para processar até oito mil toneladas por mês e classificar mais de cento e trinta tipos de materiais recicláveis

Sensores ópticos, esteiras automatizadas e inteligência artificial fazem parte da operação da Flacipel, considerada a maior planta de reciclagem da América Latina (Divulgação)
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  • A Flacipel opera a maior planta de reciclagem da América Latina em Guarulhos (Grande São Paulo), com capacidade de até 8 mil toneladas por mês e área superior a 20 mil metros quadrados.
  • A linha industrial usa sensores ópticos, lasers, separadores mecânicos e inteligência artificial para identificar e classificar mais de 130 tipos de materiais recicláveis, atingindo até 350 toneladas processadas por turno.
  • Papel e papelão respondem por cerca de 65% do volume diário reciclado; plásticos, 24%; metais, 9%; e vidro, 2%.
  • Parte dos resíduos é transformada em Combustível Derivado de Resíduos (CDR), utilizado pela indústria cimenteira como energia renovável.
  • O setor vê a sanção da Lei 15.088/2024 e o Dia Mundial da Reciclagem como impulso para investimentos em tecnologia, em um contexto em que o Brasil recicla entre 4% e 8% dos resíduos urbanos; ainda existem gargalos como coleta seletiva e infraestrutura.

A Flacipel, braço de reciclagem do Grupo Multilixo, amplia sua operação em Guarulhos, na Grande São Paulo. A planta é apresentada como a maior da América Latina, com capacidade para processar até 8 mil toneladas de resíduos por mês. O foco é aumentar a eficiência da cadeia de reciclagem brasileira.

A unidade ocupa mais de 20 mil metros quadrados e funciona como uma linha industrial de triagem em larga escala. Sensores ópticos, lasers de precisão, separadores mecânicos e IA identificam e classificam mais de 130 tipos de materiais recicláveis, incluindo papel, plástico, vidro e metais.

Na prática, as linhas automatizadas chegam a processar até 350 toneladas por turno. O papel e o papelão representam cerca de 65% do volume, seguidos por plásticos com 24%, metais 9% e vidro 2%.

Parte do material é transformada em Combustível Derivado de Resíduos, usado pela indústria cimenteira como energia renovável. A operação busca ampliar a escala da reciclagem nacional, reduzindo a dependência de insumos importados.

O atual cenário regulatório favorece esse movimento. A Lei 15.088/2024 proíbe a importação de resíduos sólidos e rejeitos, o que tende a elevar a demanda por recicláveis nacionais e valorizar materiais reaproveitados.

Silvio Urias, sócio-diretor do Grupo Multilixo, afirma que a Flacipel reforça a posição do Brasil na economia circular. A empresa destaca a importância de tecnologia para melhorar eficiência e rastreabilidade.

Especialistas ressaltam gargalos ainda existentes para ampliar índices de reciclagem, como cobertura de coleta seletiva e infraestrutura logística. Além disso, catadores e cooperativas continuam a sustentar parte da cadeia em condições diversas.

No Brasil, operações automatizadas são vistas como parte da solução para ampliar escala e rastreabilidade da reciclagem. A tendência aponta para mais investimentos em tecnologia e integração entre setores público e privado.

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