- O Brent abriu a semana em US$ 110,26 e chegou a US$ 110,98, alta de até 1,78% no dia, maior abertura desde 23 de março.
- O WTI, utilizado nos Estados Unidos, avançou 1,52%, para US$ 102,34.
- A alta do petróleo é atribuída a ataques de drones contra Emirados Árabes Unidos e a uma usina nuclear no país, além de ameaças de Donald Trump contra o Irã.
- Trump afirmou que o Irã não ficará vivo se receber novas agressões; a tensão no Oriente Médio aumenta o risco para o tráfego no estreito de Hormuz, responsável por cerca de 20% da produção mundial.
- Um drone atingiu uma instalação nuclear de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos, provocando um incêndio — sem feridos ou aumento da radioatividade, segundo autoridades locais.
O preço do petróleo abriu a semana em alta, com o Brent valorizando 0,92% e chegando a US$ 110,98 por barril, maior abertura desde 23 de março. O Brent iniciou em US$ 110,26.
Na semana passada já havia subido 7,80%. O WTI, referência dos EUA, avançou 1,52%, para US$ 102,34 por barril. O movimento acompanha pressões resultantes de tensões no Oriente Médio.
Desdobramentos políticos intensificam o cenário. O presidente dos EUA, Donald Trump, lançou novas ameaças contra o Irã, após ataques com drones em Abu Dhabi. O tom aumenta a percepção de risco para o mercado.
Em Abu Dhabi, autoridades confirmaram um drone que atingiu um gerador fora do perímetro interno da usina de Barakah, provocando incêndio sem feridos ou elevação da radioatividade. A usina continua operando normalmente, segundo a defesa dos Emirados.
Ações de diplomacia seguem comprometidas. Emissários do Irã e dos EUA não mantêm contato direto desde meados de abril, após uma reunião no Paquistão. O Irã emitiu alertas de que novas agressões poderiam desencadear consequências severas.
No Iraque, grupos armados pró-Irã atuam com drones, enquanto os rebeldes huthis, do Iêmen, também possuem capacidade de ataque. A comunidade internacional vê o conflito no Oriente Médio como fator-chave para os preços globais de energia.
Impactos no mercado
O temor de interrupções no Estreito de Hormuz, passagem de cerca de 20% da produção mundial de petróleo, mantém o humor dos investidores mais cauteloso. Analistas destacam que a volatilidade pode permanecer enquanto não houver avanços diplomáticos.
Em meio ao cenário, traders observam sinais de resiliência na demanda global, mas avaliadores reforçam que a oferta continua sob pressão. O mercado acompanha ainda a evolução de conflitos regionais e declarações oficiais das autoridades.
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