- Queda de 1,2% no volume de serviços no Brasil em março, na comparação com fevereiro, segundo o IBGE (Pesquisa Mensal de Serviços).
- Resultado divulgado pelo IBGE ficou abaixo das expectativas de mercado e da mediana apurada pelo Valor Data (previsão de queda de 0,1%).
- Foi a primeira queda para o mês desde 2021, quando houve recuo de 4,6%.
- Economistas atribuem a desaceleração à política monetária restritiva do Banco Central.
- Mesmo com a desaceleração, o atraso pode não afetar o PIB do primeiro trimestre, dada a possibilidade de estímulos fiscais no ano eleitoral.
A queda de 1,2% do volume de serviços prestados no Brasil em março ante fevereiro foi divulgada pelo IBGE, via a Pesquisa Mensal de Serviços. O dado mostra desaceleração no setor, divulgada na sexta-feira.
O resultado ficou abaixo do piso das estimativas do mercado e foi a primeira queda para o mês desde 2021, quando o recuo foi de 4,6%. A mediana das estimativas coletadas pelo Valor Data apontava queda de apenas 0,1%.
Economistas atribuem o recuo a uma política monetária restritiva adotada pelo Banco Central, que visa conter inflação. O cenário é agravado pela maior rigidez do crédito e pela demanda mais contida no curto prazo.
Especialistas ressaltam que, apesar da alta de juros, o ano eleitoral tende a trazer estímulos fiscais que podem mascarar impactos no curto prazo. Ainda assim, as quedas de março não devem comprometer a leitura do PIB do primeiro trimestre.
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