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Tarifas Brasil-EUA atrasadas pela visita dos EUA à China

Tarifas entre Brasil e Estados Unidos atrasam, pois viagem de Trump à China domina a agenda; primeira teleconferência deve ocorrer nesta semana

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  • O grupo de trabalho entre Brasil e Estados Unidos para tratar de tarifas deve iniciar debates nesta semana, com a primeira teleconferência nos próximos dias.
  • O adiamento ocorreu porque Donald Trump esteve em visita a China, desviando a atenção da Casa Branca de outras pautas, incluindo tarifas.
  • A delegação brasileira é chefiada pelo ministro Márcio Elias Rosa; os norte-americanos são Howard Lutnick (secretário de Comércio) e Jamieson Greer (representante comercial).
  • O Planalto entende que o encontro presidencial ajuda a evitar tarifas, mas não elimina o risco; o GT tem prazo de até trinta dias para apresentar avanços.
  • Ainda não está claro quais áreas os EUA pretendem explorar; havia expectativa de debater minerais críticos, mas não houve confirmação.

O grupo de trabalho criado pelo Brasil e pelos Estados Unidos para tratar de tarifas começará suas reuniões nesta semana. A medida acontece após o adiamento dos debates, inicialmente previstos logo após o encontro entre Lula e Trump.

A demora ocorreu porque a visita de Trump à China ocupou as atenções da administração americana, com encontro do presidente norte-americano com Xi Jinping em Pequim. O tema tarifário ficou em segundo plano.

O objetivo do GT é discutir ajustes comerciais, com prazo de 30 dias para apresentar resultados. A iniciativa visa avançar em temas sensíveis, evitando medidas unilaterais que possam aumentar tensões.

Participantes e expectativa

No lado brasileiro, o ministro Marcio Elias Rosa participa do grupo. Pelos EUA atuam o secretário de Comércio, Howard Lutnick, e o representante comercial Jamieson Greer.

Segundo a agenda conservada pelo Planalto, o encontro presidencial gerou espaço para negociações mais flexíveis. A leitura oficial é de que o diálogo já entra em um patamar de decisão, não apenas de estudo.

A avaliação é de que avanços dependem de concessões mútuas. Em Brasília, auxiliares dizem que o Brasil pode ceder em pontos específicos para evitar tarifas adicionais.

Ainda não ficou claro quais áreas norte-americanas serão priorizadas pelos emissários de Trump. A delegação brasileira também espera maior foco em minerais críticos, tema pendente desde a última reunião.

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