- Standard Chartered projeta US$ 4 trilhões em ativos tokenizados até o fim de 2028, divididos igualmente entre stablecoins e RWAs (ativos do mundo real).
- A ideia central é que o crescimento virá da migração de ativos institucionais para infraestruturas on‑chain, apoiado pela composabilidade das finanças descentralizadas.
- Como exemplo, o fundo tokenizado de Treasuries da BlackRock, chamado BUIDL, tem cerca de US$ 2,85 bilhões sob gestão e rende próximo de 4%.
- Adoção institucional já aparece: o maior protocolo DeFi, Aave, chegou a ter volume semelhante ao de uma grande instituição bancária; empréstimos em stablecoins on‑chain ficam entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões por dia.
- Para o banco, há mil vezes mais ativos fora das blockchains do que dentro; a tokenização de RWAs deve ser a principal força de crescimento, com o Clarity Act americano como catalisador de curto prazo.
O Standard Chartered projeta que US$ 4 trilhões em ativos tokenizados estarão registrados em blockchains até o fim de 2028. A divisão fica entre US$ 2 trilhões em stablecoins e US$ 2 trilhões em RWAs, ativos do mundo real. A visão reforça a aposta em migração institucional para infraestruturas on-chain.
Geoffrey Kendrick, chefe global de pesquisa em ativos digitais do banco, apresentou a projeção. A ideia é ampliar o papel de protocolos DeFi consolidados, com capacidade de processar grandes volumes, segurança e gestão de riscos avançada.
A conta do banco envolve duas estimativas que já vinham sendo defendidas: 2 trilhões em stablecoins e 2 trilhões em RWAs tokenizados até 2028. Acredita-se que o crescimento será impulsionado pela composabilidade das plataformas DeFi.
Ativos tradicionais entram no DeFi
O BUIDL, fundo tokenizado de Treasuries da BlackRock, é citado como exemplo de ativo institucional ganhando novas funções on-chain. O produto administra cerca de US$ 2,85 bilhões e gera rendimentos próximos de 4%.
Segundo Kendrick, o BUIDL ilustra como ativos institucionais podem servir como garantia, gerar rendimento e manter liquidez em plataformas DeFi, sem depender de integrações bilaterais entre participantes.
O relatório cita ainda uso generalizado de rendimentos em stablecoins on-chain, com operações diárias entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões, além de maior tamanho médio por operação.
A instituição aponta que, apesar de um recente ataque em DeFi ter abalado o setor, a aposta em RWAs tokenizados permanece relevante. Kendrick avalia que o setor foi “dobrado, mas não quebrado”.
A adoção institucional já se observa em estruturas como empréstimos em Bitcoin da Coinbase em parceria com a Morpho. A Coinbase atua na interface com o cliente, e a Morpho fornece a lógica de crédito e liquidação.
A visão é de que grandes operadores preferirão players já estabelecidos, com histórico de operação e controles de risco, para atuar como infraestrutura de retaguarda.
Entre os catalisadores de curto prazo, o estudo aponta o Clarity Act, em discussão nos EUA, como fator que pode acelerar a migração de ativos tradicionais para protocolos DeFi.
Entre na conversa da comunidade