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Bitcoin cai abaixo de US$ 77 mil após nova ameaça de Trump contra o Irã

Bitcoin cai abaixo de US$ 77 mil com nova ameaça de Trump ao Irã, elevando temores de inflação e possibilidade de alta de juros nos EUA

Foto: Shutterstock
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  • Bitcoin cai forte, operando abaixo de US$ 77 mil, cotado em US$ 76.760 nas últimas 24 horas.
  • O preço em reais ficou em R$ 389.167, segundo o Portal do Bitcoin.
  • Ethereum recua 3,6%, a US$ 2.114; XRP cai 3,1%; Solana cai 3,2%; BNB perde 2,6%.
  • No domingo, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou o Irã com ação militar caso haja atraso no acordo de paz.
  • O Brent subiu para US$ 111 o barril; investidores monitoram inflação, provável alta de juros pelo Federal Reserve e saídas de ETFs de criptomoedas, com US$ 1 bilhão líquidos na semana encerrada em 17 de maio.

Bitcoin recua mais uma vez, ficando abaixo de US$ 77 mil nesta segunda-feira, 18. A cotação oscila em US$ 76.760, queda de 2,2% em 24 horas. No Brasil, o ativo também recuou em reais, com a cotação próxima de R$ 389 mil.

O recuo ocorre em meio a tensões entre EUA e Irã. No domingo, o presidente americano afirmou, via rede social, que qualquer atraso no acordo de paz pode provocar ação militar. A fala elevou a percepção de risco geopolítico.

A escalada geopolítica coincide com alta no petróleo, com o Brent perto de US$ 111 o barril. Investidores temem inflação mais persistente e futuras altas de juros pelo Fed, o que costuma pressionar ativos de risco como as criptomoedas.

Impactos no mercado de criptomoedas

A inflação puxada pelo petróleo aumenta a aversão a risco e reduz fluxos de investimentos. Dados indicam saída líquida de ETFs de Bitcoin na semana encerrada em 17 de maio, interrompendo série de entradas anteriores.

Especialistas apontam que a alta dos rendimentos de Treasuries, dólar mais forte e tensões no Oriente Médio ajudam a comprimir o apetite por ativos de risco, incluindo criptomoedas.

Perspectivas e fluxos

Analistas ressaltam que, diante das incertezas, a volatilidade deve permanecer, com movimentos bruscos conforme surjam novas notícias geopolíticas e dados macroeconômicos sobre inflação e juros.

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