Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Bradesco ou Santander: qual banco é o preferido após balanços

EQI recomenda compra de Bradesco e venda de Santander, destacando maior resiliência do banco brasileiro diante juros altos e desaceleração do crédito

— Foto: Getty Images
0:00
Carregando...
0:00
  • EQI Research passou a recomendar compra de Bradesco (BBDC4) e venda de Santander (SANB11), dizendo que o Bradesco está mais bem posicionado para enfrentar juros altos e desaceleração do crédito.
  • A casa destaca que o aperto monetário já afeta a economia real e a qualidade das operações de crédito, com sinais de deterioração em todos os bancos analisados.
  • O Bradesco é visto em recuperação operacional gradual e as ações seguem atrativas em relação ao patrimônio e ao lucro, negociadas próximo de uma vez o valor patrimonial e cerca de 10 vezes o lucro anual.
  • O Santander enfrenta maior pressão no curto prazo devido a mudanças internas na gestão, com transição de dois cargos estratégicos, incluindo o CEO e o diretor financeiro.
  • A carteira de crédito do Santander cresceu 3,4% ano a ano e caiu frente ao trimestre anterior, com a instituição reduzindo exposição a clientes de menor renda para focar em segmentos mais resilientes, o que pode frear o crescimento no curto prazo.

A EQI Research passou a recomendar a compra das ações do Bradesco (BBDC4) e a venda dos papéis do Santander (SANB11). A casa aponta que o cenário de juros altos e desaceleração do crédito no Brasil coloca o Bradesco em posição melhor, diante do ambiente atual.

Segundo Nícolas Merola, analista da EQI, os balanços do setor já mostram efeitos do aperto monetário sobre a economia real e sobre a qualidade das operações de crédito. Em relatório divulgado na segunda (18), a deterioração aparece em diferentes níveis.

A visão da EQI é de recuperação operacional gradual para o Bradesco, com ações ainda negociadas a preços atrativos em relação ao patrimônio e aos lucros. O papel opera próximo de um giro de valor patrimonial e cerca de 10 vezes o lucro anual.

Santander em transição

O Santander figura como tese mais pressionada no curto prazo, devido a mudanças internas na gestão. No 1º trimestre de 2026 houve a saída do CEO Mauro Leão e a entrada do novo diretor financeiro, Carlos Muñiz González-Blanch.

A instituição realiza ajuste para reduzir a exposição ao crédito de menor renda, mirando segmentos mais resilientes. A EQI aponta que a transição ainda está lenta e impacta o crescimento da carteira.

A carteira total de crédito do Santander cresceu 3,4% ante o ano anterior e recuou face ao trimestre anterior, com a carteira de pessoa física em queda. O analista comenta que a estratégia faz sentido, mas a velocidade de implementação preocupa.

Merola ressalta que, mesmo com o foco no longo prazo, o ritmo atual pode sacrificar resultados no curto prazo. A avaliação é de que o Bradesco continua mais alinhado ao cenário, mantendo espaço para valorização.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais