- Em março, o tráfego aéreo total na América Latina e no Caribe somou 43,1 milhões de passageiros, alta de 6% frente ao mesmo mês de 2025, com 2,45 milhões de passageiros a mais; a oferta de voos subiu 4,4% e a capacidade em assentos, 4,5%.
- Brasil foi o principal impulsionador do crescimento regional, com 852.000 passageiros adicionais (+8,3%), totalizando 11,1 milhões; o mercado doméstico acumula 19 meses de crescimento.
- A Colômbia ficou em segundo lugar, com 510.000 passageiros a mais (+9,9%), total de 4,98 milhões, com crescimento similar entre domesticamente (+9,5%) e internacionalmente (+10,6%).
- República Dominicana registrou 2,1 milhões de passageiros em março, aumento de 13,4%; o tráfego para os Estados Unidos cresceu 9,9% e o para o Canadá, 17,4%.
- Panamá teve 1,9 milhão de passageiros, maior crescimento entre os principais mercados (14,1%); a rota Bogotá-Panamá foi a de maior volume, com 856 voos, 9,8% a mais que março de 2025.
O tráfego aéreo total na América Latina e no Caribe atingiu 43,1 milhões de passageiros em março, segundo a associação Alta. O aumento foi de 6% ante março de 2025, com a região acrescentando 2,45 milhões de viajantes, apesar de custos pressionados pelo cenário internacional.
A Alta aponta que houve elevação de 4,4% na oferta de voos e de 4,5% na capacidade de assentos. O crescimento acumulado do primeiro trimestre de 2026 chegou a 6,3%, somando 127,6 milhões de passageiros.
Brasil lidera o crescimento regional, respondendo por mais de 70% do ganho líquido de março. O país registrou 852 mil passageiros a mais, aumento de 8,3% e total de 11,1 milhões. O mercado doméstico manteve 19 meses de crescimento contínuo.
A Colômbia ficou em segundo lugar, com 510 mil passageiros adicionais (9,9%), totalizando 4,98 milhões. O crescimento doméstico ficou em 9,5%, o internacional em 10,6%.
República Dominicana ficou em terceiro, com 2,1 milhões de passageiros em março e alta de 13,4%. O tráfego com os EUA avançou 9,9%, enquanto o Canadá subiu 17,4%.
Panamá apresentou o maior crescimento entre os principais mercados, 14,1%, totalizando 1,9 milhão de passageiros. O tráfego com os EUA subiu 8,7% e a rota Bogotá-Panamá foi a de maior volume, com 856 voos, 9,8% a mais que março de 2025.
Contribuições e tendências
Brasil, Colômbia, República Dominicana e Panamá juntos responderam por mais de 70% do aumento líquido de passageiros na região. Segundo a Alta, o crescimento interno é dominante, com 8 em cada 10 passageiros adicionais voando dentro da região.
O CEO Peter Cerdá ressalta a necessidade de manter a conectividade para sustentar o dinamismo. O preço do combustível, pressionado pela guerra no Irã e pelo Estreito de Ormuz, é citado como fator de elevação de custos.
Entre março e abril, o gás petróleo registrou alta, elevando o preço médio do querosene de aviação na região para US$ 4,36 por galão na semana encerrada em 1º de maio, quase o dobro do registrado em 2025.
A conectividade interna ganhou força, com expansão de 10,7% na comparação anual. Em março de 2026, 13 novas rotas passaram a operar de, para e dentro da América Latina e do Caribe. O tráfego doméstico respondeu por 54,5% do total, frente a 45,5% do internacional.
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