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Caixa avalia nova captação em 2026, um ano após retorno ao mercado

Caixa avalia janela de oportunidade no mercado externo para captar cerca de US$ 300 milhões em 2026, com timing e valor condicionados ao cenário global

Depois de ficar dez anos sem acessar o mercado externo para levantar recursos; a Caixa captou US$ 700 milhões em maio de 2025 com a emissão de 'social bonds'
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  • A Caixa estuda nova captação externa em 2026, com expectativa de cerca de US$ 300 milhões, conforme condições de mercado.
  • O Conselho de Administração autorizou um programa de emissão no exterior e a instituição monitora o melhor momento para avançar.
  • Em maio de 2025, a Caixa captou US$ 700 milhões em social bonds, com demanda de US$ 4 bilhões de investidores globais.
  • No primeiro trimestre, o banco levantou US$ 200 milhões com a International Finance Corporation (IFC) para projetos de construção de moradias.
  • Incertezas eleitorais e juros ainda restritivos podem dificultar as captações externas futuras.

A Caixa Econômica Federal estuda uma nova captação externa para 2026, um ano após retornar ao mercado internacional. A operação pode levantar cerca de US$ 300 milhões, dependendo das condições de mercado. A autorização prévia para emissão no exterior já foi aprovada pelo Conselho de Administração, controlado pelo governo.

Segundo o presidente da Caixa, Carlos Vieira, a instituição está estruturando o processo para este ano, buscando o momento mais favorável. O objetivo é aproveitar a janela de oportunidade no cenário internacional para captar recursos adicionais.

A Caixa abriu uma nova frente de captação em maio de 2025, com a emissão de social bonds, elevando US$ 700 milhões. A demanda atingiu US$ 4 bilhões, com investidores de Hong Kong, Reino Unido e Suíça. Inicialmente, o alvo era US$ 500 milhões.

No primeiro trimestre, a instituição captou US$ 200 milhões em empréstimo de cinco anos com a IFC, braço financeiro do Banco Mundial. Os recursos destinam-se a financiar projetos de construção de moradias no país.

O desempenho recente do Brasil no exterior foi impulsionado por expectativa de cortes de juros e tensões geopolíticas no Oriente Médio, que elevaram o preço do petróleo. Isso abriu oportunidades para captações de empresas brasileiras.

Entretanto, incertezas eleitorais e a perspectiva de juros mais restritivos por mais tempo frearam o fluxo de capitais, o que pode afetar os planos de captação da Caixa nos próximos meses.

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