- A guerra com o Irã interrompeu ou restringiu o tráfego no Estreito de Ormuz, ponto estratégico do comércio global de fertilizantes nitrogenados.
- Antes do conflito, cerca de um terço do tráfego marítimo global de ureia passava pelo estreito, ligando produção e uso agrícola mundial.
- Após mais de dois meses com bloqueio ou restrições, cresce o alerta de que falhas no fornecimento de fertilizantes podem provocar crise alimentar.
- Em março, analistas já apontavam riscos de interrupção na distribuição global de ureia devido ao conflito no Golfo Pérsico.
- O Instituto Internacional de Pesquisa de Políticas Alimentares calcula que 36% das exportações globais de ureia entre 2023 e 2025 vieram do Golfo Pérsico, especialmente Irã, Catar e Arábia Saudita.
O conflito entre Irã e potências ocidentais interrompeu o comércio global de fertilizantes nitrogenados, com o Estreito de Ormuz como corredor estratégico. Segundo a ONU, antes da guerra, cerca de um terço do tráfego marítimo mundial de ureia passava por ali.
O bloqueio ou restrição do tráfego marítimo já dura mais de dois meses e eleva preocupações sobre uma possível crise alimentar. A ureia, fertilizante essencial para a produtividade agrícola, depende de rotas que passam pelo Golfo Pérsico, tornando o abastecimento mais vulnerável.
No começo de março, após ataques a Teerã, analistas já apontavam riscos para a distribuição global de ureia. O Golfo Pérsico figura como região crucial para o fornecimento do insumo, cuja escassez pode influenciar preços e disponibilidade.
Dados do IFPRI indicam que cerca de 36% das exportações globais de ureia entre 2023 e 2025 tiveram origem nos países do Golfo Pérsico, principalmente Irã, Catar e Arábia Saudita. A parcela evidencia a concentração de produção na região e a sensibilidade do mercado mundial a conflitos na área.
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