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Copa deve impulsionar varejo brasileiro mesmo com juros altos, aponta BTG

BTG aponta Copa de 2026 como impulso ao varejo brasileiro, mesmo com juros altos, com pico de consumo no pré-jogo e ciclo de compras ao longo de semanas

O novo formato ampliado da Copa, com 48 seleções, 104 partidas e duração de 39 dias, aumenta a frequência dos momentos de consumo
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  • O relatório do BTG Pactual, com base em dados da Scanntech, aponta que a Copa do Mundo de 2026 deve estimular o varejo brasileiro, mesmo com juros elevados; o ganho médio de consumo fica em torno de 4,7%.
  • A edição de 2026 tem formato ampliado (48 seleções, 104 partidas, 39 dias), o que aumenta a frequência de consumo e cria um ciclo de estímulos distribuídos ao longo de semanas; 43% dos jogos devem ocorrer entre 19h e 23h.
  • O chamado “efeito partida” indica que 65% dos brasileiros pretendem assistir aos jogos em casa, elevando compras para itens de reunião familiar; o fluxo nas lojas sobe 6,7% no dia anterior e 19,1% nas duas horas que antecedem o jogo, caindo 15,4% durante a partida.
  • O valor médio das compras aumenta, especialmente nas categorias associadas aos jogos; o tíquete médio sobe cerca de 24% no dia anterior às partidas, com maior diversificação de produtos na cesta.
  • Partidas em fins de semana geram impactos mais fortes, com até 18,8% de aumento no fluxo no dia anterior; há mudança no perfil de consumo, com crescimento de itens de indulgência e socialização, como carnes, snacks e bebidas.

A Copa do Mundo de 2026 deve atuar como um polo de estímulo ao consumo no varejo brasileiro, mesmo em um ambiente de juros elevados e incerteza global. A leitura é de um relatório do BTG Pactual com dados da Scanntech, que aponta o torneio como mecanismo previsível de ativação do varejo nacional.

Segundo o estudo, o futebol mobiliza boa parte da população, com 95% dos brasileiros acompanhando, ainda que parte apenas durante o Mundial. A edição de 2026 ocorrerá em cenário diferente do Catar, com inflação prevista de 4,1% e Selic próxima de 14,5%, mantendo a volatilidade internacional.

Aspectos macroeconômicos

O BTG aponta que a renda real deve melhorar, o que sustenta parte da atividade varejista. O ambiente de juros altos pesa, mas não impede o consumo relacionado ao evento, especialmente em categorias ligadas a encontros sociais e celebrações.

O formato ampliado da Copa, com 48 seleções, 104 partidas e 39 dias, aumenta a frequência de momentos de consumo. O calendário prolongado transforma o torneio em ciclo comercial distribuído ao longo de semanas, com impacto adicional no horário das partidas.

Cerca de 43% dos jogos devem ocorrer entre 19h e 23h, favorecendo encontros em casa e impulsionando itens de socialização. Esse deslocamento horária reforça o potencial de compras para consumo doméstico e social.

Efeito partida

O levantamento indica que 65% dos brasileiros pretendem assistir aos jogos em casa, beneficiando itens para reuniões familiares e entre amigos. O efeito, segundo o estudo, gera aumento médio de 4,7% no varejo em relação a períodos normais.

O timing do consumo é relevante: o pico ocorre antes do jogo. O fluxo sobe 6,7% no dia anterior e avança 19,1% nas duas horas que antecedem o apito inicial, caindo 15,4% durante as partidas. Em Copas, a oscilação é ainda mais acentuada.

A valorização do tíquete também acontece nas categorias ligadas aos jogos. O valor médio de compra sobe cerca de 24% no dia anterior às partidas, com maior diversidade de produtos na cesta.

Calendário e impacto por dia

Jogos aos fins de semana, especialmente aos sábados, apresentam os efeitos mais fortes, com até 18,8% de aumento no fluxo de consumidores no dia anterior. A explicação é simples: compras associadas aos jogos coincidem com a reposição de fim de semana.

Partidas em dias úteis tendem a produzir impacto moderado, por conta da rotina de trabalho. A edição de 2026 é considerada particularmente favorável ao varejo, inclusive pela data de abertura em momento propício à circulação em lojas.

Mudança no perfil de consumo

A Copa altera o padrão de compras, com migração para itens ligados à indulgência, conveniência e socialização. Carnes, snacks e bebidas lideram os avanços, com itens específicos registrando saltos expressivos.

Cortes de carne para compartilhar superam opções individuais, reforçando o caráter coletivo da experiência. Tendências para 2026 incluem maior demanda por versões premium, bebidas sem açúcar e integração entre consumo físico e hábitos digitais.

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