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Corrida pela IA se torna maratona de energia; Europa fica atrás

Europa perde terreno na IA devido ao custo de energia; novos data centers demoram até dez anos para conexão, elevando custos e atraso tecnológico frente EUA e China

Data Centers: energia pode custar espaço da Europa em IA (Flavio Coelho/Getty Images)
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  • A Europa enfrenta custos de energia mais altos para data centers de IA, com EUA possuindo cerca de 5.400 e a Europa, 3.400; a diferença é tanto numeral quanto de escala.
  • Nos principais mercados europeus (FLAP‑D), novas instalações levam entre sete e dez anos para se conectar à rede elétrica, chegando a até treze anos em alguns mercados; Irlanda mantém moratória até dezembro de 2025 com condição de geração própria ou baterias, e Holanda e Frankfurt freiam novas conexões até pelo menos 2030.
  • Nos EUA, planos de gasto com infraestrutura elétrica totalizam US$ 1,4 trilhão até 2030, alta de 27% em relação ao ano anterior, segundo a PowerLines; é o maior plano coordenado da história desse setor.
  • O custo médio de energia por megawatt-hora é superior na Europa (Reino Unido, EUA, Alemanha, França) em comparação aos EUA, o que pode elevar os custos regionais de eletricidade para áreas de alta demanda e tornar o investimento menos atrativo.
  • A OpenAI interrompeu o projeto Stargate no Reino Unido e também pausou investimentos na Noruega por razões de energia e regulações; apesar disso, a Noruega aparece como vista como local competitivo na Europa, com investimentos planejados por Microsoft e expansão na região.

A corrida pela IA ganhou uma dimensão energética global. A Europa enfrenta custos elevados de energia e prazos longos de conexão à rede, o que pode atrasar seu avanço no setor. Estados Unidos e China ainda lideram em infraestrutura de dados, com vantagens de custo e velocidade.

Os EUA concentram cerca de 5.400 data centers, enquanto a Europa chega a aproximadamente 3.400. Nos principais centros europeus, conhecidos como FLAP-D, novas instalações aguardam entre 7 e 10 anos para se conectar à rede elétrica, chegando a 13 anos nos mercados mais congestionados.

A Irlanda retomou a autorização para novos data centers em dezembro de 2025, condicionando a construção à geração própria ou a baterias que supram toda a demanda. Holanda e Frankfurt mantêm restrições de novas conexões até 2030. A OpenAI interrompeu o Stargate no Reino Unido por custo de energia e ambiente regulatório, e pausou investimentos na Noruega.

Custo de energia como gargalo

O preço médio de energia por MWh varia significativamente. Reino Unido: US$ 111,65; Alemanha: US$ 88,97; França: US$ 44,19; EUA: US$ 28, segundo a AIE. especialistas alertam que a diferença de custo tende a se ampliar conforme a demanda por IA cresce.

Dados mostram que custos de energia afetam indústrias intensivas em IA na Europa, em comparação com os EUA e com a Ásia. Projeções indicam impactos de até 40% no custo regional em áreas com alta demanda, se a infraestrutura elétrica não avançar.

Escala e competição global

Em 2030, o consumo global de energia de data centers deve chegar a 945 TWh, com elevação prevista de 130% nos EUA desde 2024. A China deve crescer 170%, enquanto a Europa projeta 70% de alta, ainda menor frente os padrões globais. A Europa produz apenas três modelos de IA de base, frente a centenas nos EUA e na China.

Especialistas destacam que a liderança tecnológica depende de um sistema de energia estável e competitivo. O gap entre EUA e Europa é descrito como 1 para 100, e requer investimentos adicionais para reduzir o atraso.

Perspectivas na Europa

Entre os europeus, os países nórdicos e a França aparecem como mais bem posicionados, devido a preços de energia mais estáveis e matriz elétrica diversificada. A Microsoft firmou acordo com a Nvidia para ampliar infraestrutura na Noruega, além de planos de expansão na Suécia e Dinamarca, reforçando a presença de IA na região.

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