- O dólar à vista fechou em R$ 4,9980, queda de 1,37%, perto da mínima de R$ 4,9955 e ante a máxima de R$ 5,0559.
- O euro caiu 1,10%, para R$ 5,8239, enquanto o índice DXY recuou 0,30%, aos 98,992 pontos.
- O real foi a moeda mais valorizada entre as 33 avaliadas pelo Valor nesta sessão.
- O movimento reflete ajuste de prêmio de risco e a visão de fim de semana, com juros brasileiros ainda altos sustentando o câmbio.
- Analista cita cenário externo favorável, volatilidade prevista e impactos de notícias sobre eleições e política fiscal, além de indicar atenção a possíveis ajustes futuros do Fed e ao preço do petróleo.
O dólar à vista recuou forte frente ao real na segunda-feira (18), devolvendo parte da valorização registrada na semana anterior. O movimento ocorreu em meio a uma sessão de ajuste de risco, com o câmbio reagindo à fraqueza externa da moeda norte-americana e a incertezas locais.
Encerrando o dia, o dólar caiu 1,37%, cotado a R$ 4,9980, perto da mínima de R$ 4,9955 e distante da máxima de R$ 5,0559. O euro caiu 1,10%, para R$ 5,8239. Internacionalmente, o índice DXY operava em queda de 0,30%, aos 98,992 pontos, por volta das 17h05.
Perto do fechamento, o real destacou-se entre as moedas mais líquidas, com outras divisas fortes como libra esterlina, coroa sueca e dólar neozelandês. O movimento de depreciação do dólar frente ao real refletiu ajustes de posição realizados pelos agentes de câmbio, segundo operadores.
Contexto de gestão de risco e leitura de cena eleitoral foram citados por especialistas. Um dos participantes ressaltou que, embora a volatilidade cambial tenha recuado mais recentemente, oscilações abruptas ainda ocorrem, especialmente em relação aos pares, e que a posição pode ser ajustada próximo ao fim de semana.
Segundo analista, desde o fim de 2024 surgiram sinais de piora nos fundamentos domésticos, com impactos pontuais no câmbio, que não se sustentaram. A narrativa atual sugere correção de expectativas ligadas a eventos políticos, com espaço para movimentos de arbitragem entre juros e câmbio até a proximidade das eleições.
A Wagner Investimentos indicou que o otimismo com o real diminuiu após recentes notícias políticas, e ressaltou a necessidade de monitorar alterações nas posições com a aproximação das eleições. Também apontou que a trajetória do preço do petróleo, influenciado por questões como o Estreito de Ormuz, pode manter pressões sobre commodities e juros nos EUA, impactando o fluxo de capitais e o desempenho do dólar.
A instituição destacou ainda fatores a observar, como eventual mudança do viés de alta ou baixa da taxa de juros pelo Federal Reserve, sazonalidade do câmbio a partir de julho, volatilidade eleitoral e o espaço para novas quedas do dólar, especialmente após o recuo de 20% visto recentemente.
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