- O dólar fechou em 4,9985 reais, queda de 1,37% e abaixo de five reais, após operar acima por boa parte do dia.
- O real liderou ganhos entre as moedas mais líquidas, com menor aversão ao risco externo e ajustes diante das eleições após o “Flávio Day 2.0”.
- O Boletim Focus elevou a mediana para a Selic no fim de ano, de 13,00% para 13,25%, sustentando juros mais altos no Brasil.
- O contrato do Brent subiu 2,6%, para US$ 112,10 por barril, mas recuou abaixo de US$ 110 após o adiamento de ataques dos EUA ao Irã.
- O índice DXY, que mede o dólar frente a uma cesta de moedas fortes, recuou cerca de 0,30%, ficando em torno de 98,99 pontos.
O dólar fechou abaixo de R$ 5 nesta segunda-feira, 18, após recuo que devolveu parte dos ganhos da semana anterior. A moeda encerrou em R$ 4,9985, com queda de 1,37%. O pregão revelou ganhos diante de menor aversão ao risco externo e ajustes de posições cambiais no Brasil.
O real liderou as altas entre as moedas mais líquidas, com investidores ajustando prêmios na taxa de câmbio diante de expectativas para a corrida eleitoral após o que foi chamado de Flávio Day 2.0. Dados apontaram menor demanda por proteção cambial e reconfiguração de cenários para o FED.
As cotações do petróleo operaram em alta ao longo do dia, com o Brent fechando a US$ 112,10 o barril, alta de 2,6%. Os movimentos seguiram a tensão no Oriente Médio e as declarações do presidente dos EUA sobre possíveis ações militares contra o Irã.
Perspectivas macro e política monetária
Trump indicative de que não haverá ataque imediato, citando negociações diplomáticas em andamento com Teerã, ajudou a aliviar a pressão de risco. Com isso, a aversão ao risco recuou, apoiando a retirada de ganhos do dólar frente a pares emergentes.
O Boletim Focus indicou ajuste para cima na projeção da Selic no fim do ano, de 13% para 13,25%. A estimativa para o IPCA em 2026 permaneceu estável em 4,92%. A expectativa de câmbio para dezembro ficou em R$ 5,20, segundo as medianas das previsões.
Analistas ressaltam que o patamar de juros elevados no Brasil sustenta o real, em meio a fluxos externos mais contidos. A percepção é de que o espaço para novas reduções da Selic pode se tornar mais estreito, reduzindo a atratividade de posições defensivas contra o real.
Entre os fatores internacionais, o índice DXY (bolsa do dólar frente a uma cesta de moedas fortes) recuou, aproximando-se de 98,99 pontos. Entre as emergentes, o peso chileno ganhou cerca de 1% frente ao dólar, acompanhando a elevação nos preços do cobre.
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