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Durigan em Paris defende pauta de imposto sobre ultrarricos no G7

Durigan defende imposto mínimo sobre ultrarricos no G7; Brasil já aprovou imposto de até dez por cento sobre grandes fortunas e busca impulso global

Ministro da Fazenda, Dario Durigan, está em Paris para reunião ministerial do G7, presidido pela França em 2026. (foto de arquivo: 31/03/2026)
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  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, está em Paris para dois dias de reuniões preparatórias para a cúpula do G7, que acontece na França este ano.
  • Em evento com acadêmicos e políticos franceses, ele defendeu avançar a pauta de justiça fiscal e apoiou a adoção de um imposto mínimo sobre ultrarricos, inspirado na reforma fiscal brasileira de 2025.
  • O tema não é prioridade na reunião de ministros do G7, que também conta com a participação de Brasil, Coreia do Sul e Índia; no entanto, houve debate paralelo promovido pela revista Le Grand Continent com Durigan e o economista Gabriel Zucman.
  • Zucman propõe um imposto mínimo global de 2% sobre fortunas acima de US$ 100 milhões; o Brasil já aprovou, em 2025, um imposto mínimo progressivo de até dez por cento sobre grandes fortunas.
  • Entre os temas de interesse do Brasil em Paris estão atração de investimentos estrangeiros e acesso a minerais críticos, além de discutir estabilidade de preços de energia e subsídios aos combustíveis diante da crise no Oriente Médio. Durigan também deve se reunir com Fatih Birol, da Agência Internacional de Energia, antes de retornar a Brasília.

Dario Durigan, ministro da Fazenda do Brasil, está em Paris para dois dias de reuniões preparatórias da cúpula do G7, que ocorre em junho na França. A participação ocorreu em um evento com acadêmicos e políticos franceses na manhã desta segunda-feira, promovido pela imprensa Le Grand Continent.

Durigan defendeu ampliar a agenda de justiça fiscal e apoiou a adoção de um imposto mínimo para ultrarricos, inspirado na reforma brasileira de 2025. O economista Gabriel Zucman, que integra o debate, propõe 2% sobre fortunas acima de US$ 100 milhões. O tema, porém, não figura entre as prioridades oficiais do G7 este ano.

Durigan reforçou a disposição de discutir taxação de super-ricos, ressaltando que o espaço para agenda depende da presidência do G7. Ele mencionou ainda que, se houver espaço para justiça tributária, é o primeiro a topar, mantendo o tom institucional do encontro.

Foco na reforma brasileira e impactos

A reforma fiscal brasileira já aprovada estabelece imposto mínimo progressivo de até 10% sobre grandes fortunas, com estimativa de atingir 142 mil pessoas no país. O avanço global é considerado tímido, ainda que vários países europeus estudem medidas semelhantes.

Durigan também citou impactos da guerra no Oriente Médio, defendendo subsídios limitados a combustíveis para conter efeitos sobre os preços da energia. O ministro destacou a importância de atrair investimentos estrangeiros e de acessar minerais críticos no cenário mundial.

Paralelamente, a França busca pautas com potencial consenso, como desbloqueio do Estreito de Ormuz e a segurança energética. Durigan disse que o fórum do G7 pode favorecer debates sobre macroeconomia brasileira e segurança jurídica para setores estratégicos.

O ministro mencionou ainda considerar o novo marco regulatório de terras e minerais críticos no Brasil como instrumento para atrair investimentos na economia digital, desde que garanta segurança jurídica e redução de judicialização, com ampla pactuação com o setor.

Agenda e próximos passos

Nesta terça-feira, antes de retornar a Brasília, Durigan tem agenda com Fatih Birol, diretor-executivo da Agência Internacional de Energia, em Paris. O encontro sinaliza continuidade das discussões técnicas sobre energia, investimentos e transição econômica.

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